Coluna Marcos Coerais 25 I ​A ilusão do estado pleno: e se a felicidade não for o destino final?

​Já parou para pensar se a felicidade é, de fato, o objetivo final da vida? Crescemos ouvindo que tudo o que fazemos — do trabalho às escolhas afetivas — serve para alcançar esse estado quase mágico. Mas a verdade é que transformamos a felicidade em uma espécie de troféu distante, uma linha de chegada que …

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​Já parou para pensar se a felicidade é, de fato, o objetivo final da vida? Crescemos ouvindo que tudo o que fazemos — do trabalho às escolhas afetivas — serve para alcançar esse estado quase mágico. Mas a verdade é que transformamos a felicidade em uma espécie de troféu distante, uma linha de chegada que se move cada vez que tentamos alcançá-la.

​Lendo recentemente sobre o estoicismo, me deparei com uma perspectiva que mudou drasticamente a forma como enxergo o dia a dia. Essa filosofia antiga nos lembra de uma verdade simples, porém avassaladora: focar no que está sob o nosso domínio é mais necessário do que qualquer outra coisa.

Afinal, não temos controle absoluto sobre o que acontece ao nosso redor, mas temos total domínio sobre como escolhemos redefinir e reagir a cada situação.

​Para simplificar a vida, o estoicismo nos entrega duas regras de ouro que vale a pena guardar no bolso:

​O que está sob nosso controle: nossos pensamentos, nossas decisões, nossos princípios, nossas ações e nossas reações.

​O que NÃO está sob nosso controle: a opinião alheia, os rumos da economia, o trânsito da cidade, o clima, o passado, os imprevistos e a própria morte.

​Quando compreendemos essa divisão, o peso nos ombros diminui consideravelmente. Afinal, o significado de felicidade para você, meu caro leitor, é vasto — eu sei. Pode ser o abraço de quem se ama, uma conquista profissional, um café quente numa tarde chuvosa ou simplesmente o silêncio de uma casa tranquila. É tudo isso e mais um pouco.

​Mas me diga: o que aconteceria se a gente fosse 100% feliz o tempo todo? A felicidade constante perderia o seu valor. É o contraste, a oscilação das estações da vida, que dá sabor aos momentos de alegria. Se estivéssemos sempre no topo da montanha, a vista deixaria de nos encantar.
​Talvez o segredo não seja perseguir picos eufóricos de alegria, mas sim cultivar algo muito mais sustentável e profundo.

Diante de tudo isso, te faço uma pergunta…

você concorda que buscar a paz de espírito é infinitamente mais importante do que perseguir uma felicidade constante?

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