Técnicos são suspeitos de cometerem tres assassinatos
Conselho de Enfermagem acompanha caso de técnicos envolvidos em assassinatos em hospital no DF

Em nota enviada ao Foco, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que tomou conhecimento do suposto envolvimento de três técnicos de enfermagem suspeitos de assassinatos em série em uma unidade hospitalar do estado. Veja a nota na íntegra.
Na nota, o Conselho afirma que as notícias veiculadas são de extrema gravidade e que está acompanhando o caso, além de adotar as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal. O Coren também ressalta que o caso está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. Veja a nota na íntegra.
“Ressalta-se que o caso também está sob investigação das autoridades competentes e tramita na esfera judicial. Dessa forma, neste momento, não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos envolvidos.
O Conselho segue compromissado com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem qualificada, responsável e comprometida com a vida”, diz trecho da nota.
A declaração ocorre após três técnicos em enfermagem — um homem e duas mulheres — serem presos, suspeitos de assassinatos em série dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga.
Segundo as informações iniciais, pelo menos três pacientes foram vítimas do trio. Eles teriam aplicado um produto químico diretamente na veia das vítimas, provocando parada cardíaca.
Após tomar conhecimento do caso, a própria unidade de saúde abriu uma investigação interna até identificar o trio responsável pelas mortes. O Hospital Anchieta denunciou os técnicos à Polícia Civil e demitiu os envolvidos.
Diante da denúncia, a Polícia Civil abriu investigação e colheu informações graves sobre o suposto envolvimento do trio nos casos. A prisão do homem e das duas mulheres foi autorizada pela Justiça do Distrito Federal.
A Polícia agora aprofunda as investigações para apurar a real motivação dos óbitos e as circunstâncias detalhadas dos crimes.
Veja nota do COREN-DF
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados pela imprensa envolvendo mortes suspeitas de pacientes em uma unidade hospitalar do Distrito Federal.
Diante da gravidade das informações divulgadas, o Coren-DF esclarece que está acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal.
Ressalta-se que o caso também está sob investigação das autoridades competentes e tramita na esfera judicial. Dessa forma, neste momento, não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos envolvidos.
O Conselho segue compromissado com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem qualificada, responsável e comprometida com a vida.
Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal – Coren-DF
Posição do Hospital Anchieta
“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil e ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos, os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais, bem como a identificação das partes envolvidas.
O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.
O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça.”











