Conversas de Eduardo aumentam pressão a PL ceder à anistia sem Bolsonaro

O vazamento de conversas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) aumentam a pressão para que a oposição aceite uma anistia limitada aos condenados pelo 8 de Janeiro, e não o texto que pretende beneficiar o ex-chefe do Executivo. A Polícia Federal indiciou Bolsonaro e seu filho “03” por …

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O vazamento de conversas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) aumentam a pressão para que a oposição aceite uma anistia limitada aos condenados pelo 8 de Janeiro, e não o texto que pretende beneficiar o ex-chefe do Executivo.

A Polícia Federal indiciou Bolsonaro e seu filho “03” por coação no curso do processo da ação penal por golpe de Estado. Eduardo está nos Estados Unidos desde março deste ano, onde articula por sanções contra autoridades brasileiras, principalmente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da ação penal.

No relatório da PF constam mensagens trocadas entre Bolsonaro, Eduardo e o pastor Silas Malafaia. Em uma dessas mensagens, enviada em 7 de julho, o deputado federal diz ao pai que em caso da aprovação de uma “anistia light”, ou seja, limitada ao 8 de Janeiro, o governo de Donald Trump “não irá mais ajudar” o ex-presidente.

“Temos que decidir entre ajudar o Brasil, brecar o STF e resgatar a democracia ou enviar o pessoal que esteve num protesto que evoluiu para uma baderna para casa num [regime] semiaberto”, disse Eduardo.

Nesse cenário, segundo Eduardo, Bolsonaro não teria mais “amparo dos EUA”, conseguido a “duras penas”, “bem como estaria igualmente condenado no final de agosto”, em referência ao julgamento da trama golpista, marcada para o início de setembro.

Na época das mensagens, Trump chamou a ação penal de “caça-às-bruxas e “uma desgraça internacional” em publicação nas redes sociais e ainda não tinham sido anunciados o tarifaço nem a sanção da Lei Magnitsky contra Moraes.

As declarações do deputado federal podem destravar as negociações dessa mesma “anistia light”, dessa vez encabeçadas pelo centrão, que se mostra simpático à atenuação de penas para condenados pelos ataques na Praça dos Três Poderes, mas não à inclusão de Bolsonaro no pacote de medidas.

Fonte: Metrópoles

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