A CPI do Crime Organizado no Senado Federal deve aprovar a quebra do sigilo fiscal da empresa Maridt Participações S.A., que tem como sócio o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O requerimento de quebra de sigilo da Maridt foi apresentado pelo relator do colegiado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A proposta tem …
CPI do Crime Organizado vai quebrar sigilo da Maridt, de Dias Toffoli

A CPI do Crime Organizado no Senado Federal deve aprovar a quebra do sigilo fiscal da empresa Maridt Participações S.A., que tem como sócio o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O requerimento de quebra de sigilo da Maridt foi apresentado pelo relator do colegiado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A proposta tem o endosso do presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES).
Governistas e oposição concordam com a quebra. O ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) também endossa publicamente o requerimento.
“O compromisso da CPI é unicamente com a Constituição e o interesse público. Não abro mão disso e garanto que a CPI continuará pautada pela independência. Ninguém será blindado, não importa o cargo, o poder que exerça ou a hierarquia que ocupe dentro ou fora das estruturas do Estado”, disse Contarato.
O pedido deve ser votado na manhã do dia 25 deste mês. O requerimento formulado por Alessandro Vieira dirige-se ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que geralmente produz esse tipo de relatório a pedido de CPIs do Congresso.
Na peça, Vieira requer a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt. Essas informações poderiam mostrar, por exemplo, de quem a empresa recebeu recursos ao longo dos anos e quem foram os beneficiários de transferências feitas por suas contas bancárias.
Além disso, o requerimento inclui pedidos às empresas Meta (dona do WhatsApp) e Google, além de requisições às companhias telefônicas.
“A análise minuciosa das atividades dessa empresa revela uma anomalia econômica e social inequívoca, sugerindo que a pessoa jurídica não passa de uma estrutura de fachada para ocultar o real beneficiário de vultosas transações financeiras”, diz um trecho do requerimento.
“A necessidade da quebra de sigilo torna-se ainda mais premente quando se observa a conexão direta da Maridt com o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), e o fundo de investimentos Arleen, este último ligado diretamente à teia fraudulenta do Banco Master”, diz o texto.
Fonte: Metrópoles











