Criticada, ministra renúncia após dizer que “não há mendigos” em Cuba

A ministra do Trabalho de Cuba, que se tornou alvo de críticas após afirmar que não há mendigos ou moradores rua no país, apenas pessoas “disfarçadas de mendigos”, renunciou nessa terça-feira (15/7). O gabinete do Presidência de Cuba afirmou em uma publicação na rede social X que a Ministra do Trabalho e Previdência Social, Marta …

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A ministra do Trabalho de Cuba, que se tornou alvo de críticas após afirmar que não há mendigos ou moradores rua no país, apenas pessoas “disfarçadas de mendigos”, renunciou nessa terça-feira (15/7).

O gabinete do Presidência de Cuba afirmou em uma publicação na rede social X que a Ministra do Trabalho e Previdência Social, Marta Elena Feitó Cabrera, “reconheceu seus erros e apresentou sua renúncia”.

Feitó fez os comentários na última segunda-feira perante deputados de uma comissão da Assembleia Nacional. Sua fala viralizou e gerou uma enxurrada de críticas em um país que atravessa uma grave crise econômica.

“Vimos pessoas, aparentemente mendigos, [mas] quando você olha para as mãos delas, olha para as roupas que essas pessoas estão vestindo, elas estão disfarçadas de mendigos, elas não são mendigos”, disse Feitó na Assembleia Nacional. “Em Cuba não há mendigos.”

Ela acrescentou que as pessoas que pedem esmolas ao limpar para-brisas de carros nas ruas usam o dinheiro para “beber álcool”. Feitó também criticou os que vasculham os lixões, dizendo que estão recuperando materiais “para revender e não pagar impostos”.

Usuários de redes sociais reagiram com indignação, postando fotos de pessoas comendo em latas de lixo. O economista Pedro Monreal ironizou a ministra em um comentário no X, dizendo que há “pessoas disfarçadas de ‘ministros’” em Cuba.

Feitó também recebeu críticas públicas do líder do regime cubano, Miguel Díaz-Canel. Sem mencioná-la nominalmente, ele escreveu em seu perfil no X que “a falta de sensibilidade em lidar com a vulnerabilidade é altamente questionável. A revolução não pode deixar ninguém para trás; esse é o nosso lema, nossa responsabilidade militante.”

Mais tarde, em uma sessão parlamentar, ele afirmou que “nenhum de nós pode agir com arrogância, agir com fingimento, desconectado das realidades em que vivemos”. Os indigentes, acrescentou Diaz-Canel, são “expressões concretas das desigualdades sociais e dos problemas” que Cuba enfrenta.

Fonte: Metrópoles

Estamos com foco no fato.

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