O projeto da LG foi retirado de pauta do CAS por conta do investimento a ser feito geraria apenas 70 empregos. Número muito pequeno em relação ao beneficio concedido O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), informou durante uma live realizada na noite de quinta-feira (29), quando lançou o “Portal do Trabalhador”, que conversou por …
CUSTO X BENEFÍCIO

O projeto da LG foi retirado de pauta do CAS por conta do investimento a ser feito geraria apenas 70 empregos.
Número muito pequeno em relação ao beneficio concedido
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), informou durante uma live realizada na noite de quinta-feira (29), quando lançou o “Portal do Trabalhador”, que conversou por meio de telefonema com o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, que se manteve irredutível.
Ele disse que não vai liberar o projeto da LG Electronics sem conversar com os dirigentes da empresa e afirmou que a proposta só será analisada na próxima reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS), marcada para dia 26 de junho.
“Hoje (ontem), pela manhã, eu falei com o Carlos da Costa para entender o que estava acontecendo.
E ele disse que vai ter tratativas com a empresa no sentido de aumentar a quantidade de empregos que serão gerados pela LG e que o projeto constará na pauta da próxima reunião do CAS”, disse Wilson Lima.
A decisão de Carlos da Costa vai atrasar em pelo menos dois meses o início da produção que, conforme anunciou o presidente da LG Electronics em Manaus, Young Seo, em reunião com Wilson Lima no último dia 19, iria começar já no mês de julho.
A LG está enfrentando toda sorte de revezes depois que anunciou o fechamento de sua linha de produção de notebooks e monitores na cidade de Taubaté (interior de São Paulo) e a transferência para o Polo Industrial de Manaus (PIM), no início de abril.
No dia 12, os funcionários de Taubaté anunciaram greve, pois não aceitaram a proposta de indenização da empresa. A greve terminou ontem (29), com a LG assegurando indenizações que variam de R$ 12 mil a R$ 73 mil, de acordo com o tempo de trabalho, além das verbas rescisórias legais. Além disso, o acordo contempla Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e extensão do plano médico até janeiro de 2022.
As indenizações vão custar R$ 37,5 milhões.
Depois da greve, a Justiça do Trabalho de São Paulo, propôs que o governo paulista iniciasse tratativas com a empresa no sentido de mantê-la em Taubaté.
Um dos motivos para que LG migrasse para Manaus foi o aumento dos impostos definidos pelo governador João Dória.
Por fim, ao apresentar seu projeto de ampliação e diversificação da planta já existente na Zona Franca de Manaus ao Conselho Administrativo da Suframa (CAS), na última quinta-feira (29), a LG – e todos os conselheiros – foram surpreendidos com um pedido de vistas do secretário de Produtividade do Ministério da Economia (ME), Carlos da Costa.
O representante do ME alegou que a geração de empregos seria muito pequena em relação aos incentivos que receberia. No telefonema com Wilson Lima, Carlos da Costa confirmou que está em “tratativas” com a empresa para aumentar o número de empregos.
Estamos com foco no fato e na LG.











