“David fecha questão, Braga observa de camarote e Omar sente o cerco apertar nos bastidores da corrida ao governo”, diz Bryan Dolzane

Circula nos bastidores que a “pernada” de do prefeito de Manaus é tida como certa

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Os bastidores políticos do Amazonas ferveram após uma informação revelada pelo jornalista Bryan Dolzane: o prefeito David Almeida teria sido categórico ao afirmar aos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz que sua candidatura ao governo em 2026 é “inegociável”. A suposta declaração foi interpretada como um recado direto a Omar, que segundo David, “não reúne mais viabilidade política”, sobretudo em Manaus, onde enfrenta rejeição crescente.

Mais do que uma simples afirmação de pré-candidatura, o posicionamento de David foi visto como um movimento estratégico para ocupar espaço e fragilizar o adversário. Fontes próximas ao grupo de Braga afirmam que o senador do MDB, embora atento, não pretende se envolver diretamente no embate, deixando o confronto “entre David e Omar” amadurecer sozinho.

Entre aliados de Eduardo Braga, o discurso é ainda mais afiado: há quem relembre 2014, quando Omar teria “traído” Braga ao apoiar José Melo para o governo, mesmo após um suposto acordo que previa o retorno do emedebista ao comando do Estado. A ferida, aparentemente, nunca cicatrizou completamente.

Dessa vez, Braga parece disposto a deixar os dois adversários duelarem, com a tranquilidade de quem assiste a uma partida de pôquer político sem precisar dar as cartas, mas pronto para entrar no jogo no momento certo.

O senador Omar Aziz, que até pouco tempo era tratado como nome consolidado para 2026, começa a enfrentar um cenário mais apertado. Além da rejeição apontada por aliados de David, há sinais de isolamento estratégico. A ausência de movimentações públicas fortes e a resistência crescente no eleitorado da capital reforçam a percepção de que o tabuleiro mudou.

A guerra fria entre David e Omar, com Braga observando à distância, remonta a antigas alianças e mágoas políticas não resolvidas. O clima, segundo interlocutores próximos dos grupos envolvidos, é de desconfiança e de acerto de contas entre velhos aliados, e promete definir o rumo da sucessão estadual.

Em 2026, o jogo não será apenas de alianças, mas também de memórias políticas. E, como bem dizem nos bastidores, quem traiu no passado pode ser cobrado no futuro.

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