AGENDA COMUNISTA | Deputado Marcelo Ramos e outros congressistas receberam a deputada venezuelana Iris Varela, ex-agente penitenciária acusada ser a “ponte” entre grupos terroristas e o governo de Maduro

Deputados e senadores brasileiros receberam nesta terça-feira, 10, a deputada venezuelana Iris Varela, que foi ministra do Serviço Penitenciário da ditadura de Nicolás Maduro. Usando um blazer rosa claro, a agente do regime venezuelano – não reconhecido pelo Brasil – posou entre o vice-presidente da Casa, Marcelo Ramos (PSD), e o senador Chico Rodrigues, do …

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Deputados e senadores brasileiros receberam nesta terça-feira, 10, a deputada venezuelana Iris Varela, que foi ministra do Serviço Penitenciário da ditadura de Nicolás Maduro. Usando um blazer rosa claro, a agente do regime venezuelano – não reconhecido pelo Brasil – posou entre o vice-presidente da Casa, Marcelo Ramos (PSD), e o senador Chico Rodrigues, do União Brasil.

Em 2014, circulou uma foto na Venezuela em que Varela aparecia abraçado a Teófilo Rodríguez, conhecido como El Conejo (O Coelho). Trata-se de um dos chefes do grupo criminoso Trem de Aragua, que no Brasil fez uma aliança com o Primeiro Comando da Capital, o PCC. Para muitos venezuelanos, a imagem do casal abraçado em uma cama foi a comprovação de que os dois tinham uma relação íntima. El Conejo a chamava de “amiga e professora”. Quando finalmente aceitou falar sobre o ocorrido, ela tentou minimizar a importância da imagem, dizendo que tirou fotos com “100 mil presos neste país”.

Além dos bandos locais, como os de El Conejo, Iris é considerada a ponte entre a ditadura venezuelana e o grupo terrorista colombiano Exército de Libertação Nacional, o ELN conseguiu refúgio na Venezuela, onde é protegido pelo regime de Maduro.

Em 2017, o Departamento do Tesouro americano impôs sanções contra treze membros e ex-membros do governo da Venezuela por “minar a democracia, a liberdade e o estado de direito” no país. Iris estava entre eles. Todos tiveram seus ativos congelados nos Estados Unidos.

Dois anos depois, uma reunião dos ministros de Relações Exteriores da Organização dos Estados Americanos, OEA, listou 29 pessoas ligadas à ditadura de Nicolás Maduro que deveriam ser identificadas e acompanhadas por diversos motivos. Iris também entrou no grupo, denunciada por “corrupção e violação dos direitos humanos”.

Na política, Iris atua como uma das aliadas de Maduro para atacar seus rivais. No ano passado, na condição de vice-presidente da Assemblei Nacional, ela pediu a prisão do presidente interino Juan Guaidó, que é reconhecido pelo Brasil. “Se encontro com ele, eu o prendo e o coloco à disposição das autoridades”, disse.

Os congressistas brasileiros, pórem, fazem pouco caso do histórico de Iris Varela. Chico Rodrigues, ao publicar a foto com Iris em seu Instagram, escreveu: “Estive na Câmara dos Deputados com o Grupo Parlamentar Brasil-Venezuela para dar continuidade aos debates sobre a retomada das relações diplomáticas e políticas entre os dois países”.

Chico Rodrigues, vale lembrar, é aqueles senado de Roraima que foi flagrado pela Polícia Federal com dinheiro entre as nádegas.

Fonte: Crusoé

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