Deputados pedem punição de mestre de jiu-jitsu e saem em defesa de vítimas​

Os deputados reagiram com indignação ao caso de grande repercussão

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Parlamentares do Amazonas, saíram em defesa das vítimas de abuso sexual e estupro de adolescentes, cometidos pelo mestre de jiu-jitsu, Melqui Galvão, acusado pelos crimes durante as investigações da Polícia Civil do Amazonas. As deputadas Alessandra Campêlo (PSD), Débora Menezes (PL) e o deputado Rozenha (PSD), defenderam as vítimas e cobraram punição para o acusado.

Alessandra Campêlo mostrou em sessão plenária nesta quarta-feira (29), um áudio do mestre de jiu-jitsu, onde o acusado disse estar arrependido, porém a deputada rebateu.

“Ele não está arrependido do crime, está arrependido porque foi pego. A preocupação dele é perder a fama e o dinheiro, não a vítima.” Ela destacou que há notícia de pelo menos cinco vítimas do mesmo agressor e questionou: “Quantas terão que ser abusadas para que as pessoas acreditem?”, declarou.

A deputada Débora Menezes reagiu com indignação ao caso, e informou que protocolou o Projeto de Lei 7907/2025, que estabelece um código de conduta para academias, e convocou uma audiência pública para discutir medidas de proteção, como a presença de profissionais mulheres nos treinos.

“Não vamos nos calar diante de tamanha crueldade. Seguiremos firmes na defesa das nossas crianças e adolescentes”, afirmou a parlamentar, que também é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes.

O deputado Rozenha, afirmou que o arrependimento não “tira” a punibilidade, e que o acusado foi descoberto somente agora, porém que comete os crimes há anos, o que levanta questionamentos quanto à segurança de menores de idade.

Caso

O treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, de 47 anos, foi preso pela Polícia Civil do Amazonas na noite de segunda-feira (27), por suspeita de assédio sexual contra alunas menores de idade. As investigações apuram denúncias de estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico. Na manhã desta quarta-feira, seu filho, Mica Galvão, multicampeão de jiu-jítsu, se pronunciou e pediu que “a Justiça cumpra seu papel”.

A prisão temporária do treinador, que também atua como policial civil em Manaus, foi decretada por 30 dias. O mandado foi expedido no último dia 23 pela 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo, após uma ex-aluna de 17 anos denunciar ter sido vítima de abusos durante uma viagem ao exterior, onde participaria de uma competição. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao professor em Jundiaí (SP).

Através de uma publicação nas redes sociais, na manhã desta quarta-feira, Mica Galvão afirmou que tem enfrentado dificuldades para encontrar palavras que descrevam o momento e declarou repudiar qualquer tipo de assédio ou violência contra mulheres e crianças.

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