No início deste ano, durante o pico da segunda onda, o político chegou a ir para UTI e ficou mais de 20 dias respirando com auxílio de oxigênio. Alfredo afirma que naquele momento adverso, repensou sua trajetória e cogitou se afastar da política. Meses depois e com a filiação de Jair Bolsonaro ao Partido Liberal …
ABRINDO O JOGO: Alfredo Nascimento, Ex-prefeito de Manaus, ex-senador e ex-deputado federal pelo Amazonas, abre o jogo sobre as Eleições de 2022.

No início deste ano, durante o pico da segunda onda, o político chegou a ir para UTI e ficou mais de 20 dias respirando com auxílio de oxigênio. Alfredo afirma que naquele momento adverso, repensou sua trajetória e cogitou se afastar da política.
Meses depois e com a filiação de Jair Bolsonaro ao Partido Liberal — do qual é presidente de honra e mandatário no Amazonas — Nascimento conta que recebeu uma injeção de ânimo, e não só ajudará a organizar a sigla, como será candidato a deputado federal.
“Ser Bolsonaro nessa eleição me motivou. Tinha desistido da política. Eu tive Covid-19, quase morri e Deus me deu a oportunidade de viver mais um pouco”, disse em entrevista exclusiva ao Direto ao Ponto.
Novidade
Com quase 40 anos de vida pública, Alfredo fala com entusiasmo do pleito que se aproxima. Ele destaca o protagonismo que o PL terá com um presidenciável e afirma que será uma eleição diferente, já que trabalhará para um candidato de direita e, em suas palavras, extremamente autêntico.
“Ele é autentico, fala o que pensa. É um tipo de político diferente. A política hoje é bem diferente da política de 38 anos atrás, quando entrei. Se fazia com consciência, com respeito e hoje não tem mais isso, porque quase todos dizem o que as pessoas querem ouvir e o Bolsonaro não é assim”, destacou.
Alinhamento
O presidente do PL no Amazonas destacou que todos os estados fecharam acordo para serem 100% Bolsonaro nas eleições, e quem não se adequar terá que sair da sigla.
Ele disse, ainda, que a estratégia para reeleição do presidente da República em 2022 será diferente da utilizada em 2018.
“Penso que é preciso fazer uma reformulação do jeito que ele fez a campanha passada. Ele precisa de uma campanha estruturada com outros partidos”, analisou.
Marcelo Ramos
Indagado sobre a situação do deputado federal Marcelo Ramos, o presidente do PL disse que o parlamentar tomou a decisão de ser oposição ao Governo Federal e isso inviabiliza sua permanência no partido.
“Ele tomou a decisão dele de ser contra o Bolsonaro e a nossa decisão é de ser Bolsonaro. Não é Bolsonaro, está fora. Não sou contra ele, só que não tem mais clima dele ficar aqui. Ele naturalmente vai procurar outro caminho”, explicou.
Força partidária
Se uns devem sair, como Ramos, outros tantos devem ingressar nas fileiras do PL em nível nacional e local. Por aqui, nomes como o do deputado federal Capitão Alberto Neto, atualmente no Republicanos, e do ex-superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, são dados como certos.
Com as novas filiações, a avaliação de Alfredo é que o Partido Liberal subirá de nível e terá condições, por exemplo, de eleger de dois a três deputados federais no Estado em 2022.
“Hoje nós temos 43 deputados federais e deveremos sair da eleição com 60 a 70 deputados, ou seja, vamos dobrar e seremos o maior partido do Congresso. No Amazonas, vamos fazer dois, possivelmente três”, afirmou.
Bem-vindo
Por falar em Menezes, Alfredo Nascimento ressaltou que tem uma boa relação com o militar da reserva do Exército Brasileiro e disse que ele, por ser o homem de confiança de Bolsonaro no Amazonas, é muito bem-vindo ao PL.
“Eu tenho com o Menezes uma ralação afetiva, uma relação boa. Ele tem o estilo dele e eu o meu. Ele será muito bem-vindo ao partido. Se filiará e é o candidato do Bolsonaro e, sendo assim, será o candidato do PL aqui no estado”, destacou.
Cenário incerto
Se para o Senado o PL tem candidato, o mesmo não se pode dizer para a disputa de Governo.
“Ainda não temos um nome definido, o partido pode tanto compor como ter uma candidatura própria. O único pré-requisito é fazer palanque para o presidente da República. Quem estiver com Jair Bolsonaro terá nosso apoio”, disse
Revelação
Ao analisar as possíveis alianças para a próxima eleição, Alfredo Nascimento informou que se aproximou bastante do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), nos últimos meses e revelou que o chefe do Executivo Municipal acenou positivamente para apoiar Jair Bolsonaro em 2022.
“Eu já tenho pessoalmente uma boa relação com o prefeito de Manaus, que já me disse que apoia o Bolsonaro”, contou.
A aproximação de Alfredo e David se deu por intervenção do secretário municipal de Limpeza Pública, Sabá Reis, aliado de longa data de Nascimento e integrante do PL.
Passado petista
Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Alfredo lembrou que apoiou as gestões do PT na época em que acreditava que o partido poderia ser bom para o País.
Perguntado sobre o ex-presidente Lula, o político ressaltou que “o tempo dele já passou”.
“O Lula teve o tempo dele. Fui o primeiro prefeito de capital a declarar apoio a ele quando ele tinha apenas 12% das intenções dos votos e Manaus deu a ele 80% de votação. O momento passou. Ele até foi bem, quem estragou foi a Dilma. Mas foi ele quem escolheu ela. Em 2018 eu votei no Bolsonaro justamente por isso. O tempo agora é outro”, asseverou.
BR-319
Alfredo reconheceu que o tema BR-319 é uma espécie de calcanhar de Aquiles de sua vida pública, muitas vezes utilizado por seus adversários políticos para o atacar. Afirmou, no entanto, que ao contrário da narrativa imposta, ele foi o último ministro a colocar asfalto nos estremos da rodovia que liga Manaus a Porto Velho (RO).
“Quando assumi o Ministério, a BR-319 estava fechada. Eu tinha o compromisso do Lula que se eu deixasse a Prefeitura para ser ministro ele faria a BR-319. Quando percebi que a faixa do meio não tinha licenciamento ambiental, fui asfaltar o trecho que não precisava de licenciamento. A rodovia tem 858 quilômetros e eu dei trafegabilidade e recuperei os extremos. Fiz 458 quilômetros. Não fiz a parte do meio. O tempo que passei lá era impossível concluir toda, mas garanti a trafegabilidade. Depois que saí, não teve uma gota de asfalto no trecho do meio e lá se vão 11 anos”, contou.
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