Direita no Amazonas se manifesta após Luiz Fux divergir de Moraes

A direita no Amazonas reagiu ao voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que divergiu de Alexandre de Moraes no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus nesta quarta-feira (10). Entre os que se manifestaram estão a deputada estadual Débora Menezes, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), …

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A direita no Amazonas reagiu ao voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que divergiu de Alexandre de Moraes no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus nesta quarta-feira (10).

Entre os que se manifestaram estão a deputada estadual Débora Menezes, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), o vereador de Manaus Capitão Carpê (PL) e a pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (todos do PL).

Fux afirmou que não é competência do STF julgar o caso, pediu a anulação do processo de Bolsonaro e dos demais acusados e votou pela absolvição.

“Fux não votou apenas abrindo divergência ao voto de Moraes, ele está votando pela nulidade total de todos os atos do Supremo Tribunal Federal, por reconhecer a incompetência absoluta de Alexandre de Moraes e da Primeira Turma para julgar Bolsonaro. Até que enfim alguma verdade nesse circo todo aí”, disse a deputada Débora Menezes.

Para o deputado Alberto Neto, o ministro “honrou a toga” ao expor as ilegalidades do julgamento. Em vídeo, o parlamentar destacou o entendimento de Fux de que os réus, incluindo Bolsonaro, não têm prerrogativa de foro para serem julgados pelo STF, já que não ocupam mais cargos.

O vereador Capitão Carpê ressaltou a defesa da imparcialidade como princípio fundamental da magistratura e destacou a crítica de Fux à violação do direito de defesa, ao apontar cerceamento no acesso aos documentos do processo em tempo hábil.

Já Maria do Carmo comemorou a posição do ministro em suas redes sociais, dizendo: “ainda há juízes em Berlim, ops no Brasil”, em referência à expressão que exalta a independência e imparcialidade do Judiciário.

E Coronel Menezes (União Progressista), ao publicar um vídeo em que o ministro Luiz Fux defendeu a imparcialidade por parte de ministros e que não compete ao STF fazer “juízo político”. Menezes ainda publicou mais um vídeo de trecho em que Fux lia o seu voto.

Mais cedo, na análise das questões preliminares, Fux já havia defendido a anulação do processo, por considerar que o caso não deveria tramitar no STF, já que envolve réus sem foro privilegiado. O posicionamento ocorreu em relação aos pontos preliminares do julgamento, ainda sem a análise do mérito da ação.

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