Ex-prefeito, que aparecia em segundo lugar no levantamento anterior da DMP, cai para 16,5% e vê Maria do Carmo e Roberto Cidade passarem à sua frente; resultado aumenta cobrança por uma reação imediata
DMP acende sinal vermelho para David Almeida: queda para 4º lugar aumenta pressão sobre sua campanha

A nova pesquisa da DMP divulgada nesta segunda-feira (17) colocou David Almeida diante de um dos momentos mais delicados de sua campanha ao Governo do Amazonas.
David aparece agora na quarta colocação, com 16,5% das intenções de voto, atrás de Omar Aziz, Maria do Carmo e Roberto Cidade.
O problema para David não está apenas na posição. Está principalmente na trajetória.
Na pesquisa anterior da própria DMP, divulgada no início de julho, David aparecia numericamente em segundo lugar, com 19,8%, enquanto Cidade tinha 19,2% e Maria do Carmo, 18,3%. (BNC Amazonas, o site de política!)
Agora, David perdeu 3,3 pontos percentuais e foi ultrapassado pelos dois adversários.
Em política, fotografia preocupa. Tendência preocupa muito mais.
O novo levantamento muda consideravelmente a pressão sobre a campanha do Avante.
Até pouco tempo atrás, David poderia sustentar que estava diretamente posicionado para disputar uma vaga no segundo turno. A DMP anterior lhe dava exatamente esse argumento.
A nova pesquisa retirou essa zona de conforto.
David saiu da condição de segundo colocado para carregar o incômodo quarto lugar.
E existe um agravante: outra pesquisa recente, da Projeta, divulgada em julho, também já havia mostrado David com dificuldades, registrando 17% das intenções de voto.
Quando levantamentos diferentes começam a apontar dificuldades semelhantes, o alerta político naturalmente aumenta.
Manaus que deveria ser a sua fortaleza virou o ponto mais incômodo para David Almeida.
Depois de dois mandatos como prefeito de Manaus, a capital deveria representar seu principal patrimônio eleitoral na corrida pelo Governo.
Entretanto, já na pesquisa anterior da DMP, David registrava apenas 17,6% em Manaus, atrás de Omar Aziz, Maria do Carmo e Roberto Cidade.
Isso coloca uma pergunta inevitável no centro da campanha:
se David não conseguir transformar seus anos administrando Manaus em vantagem eleitoral expressiva justamente entre os manauaras, onde encontrará os votos necessários para chegar ao segundo turno?
Essa talvez seja a equação mais urgente que sua coordenação política precisa responder.
Enquanto David recua, seus adversários disputam espaço imediatamente acima dele.
Maria do Carmo aparece com 20,6% no cenário divulgado pela DMP, enquanto Roberto Cidade registra 18,8%. Omar permanece na liderança, com 33,7%.
O desenho eleitoral, portanto, passa a produzir uma situação particularmente desconfortável para David.
Omar continua na frente. Maria avançou para a segunda posição. Cidade permanece competitivo e ocupa a terceira colocação.
E David, que já esteve numericamente em segundo na DMP, agora observa os três adversários à sua frente.
Pesquisa é fotografia de momento e não sentença eleitoral. Ainda existe campanha pela frente, debates, propaganda eleitoral e espaço para mudanças.
Mas seria um erro político minimizar o recado das urnas simuladas.
David Almeida agora precisa interromper a queda antes de pensar em voltar a crescer.
A partir desse resultado, cada movimento de sua campanha passa a carregar uma pressão adicional. Não basta mais atacar adversários ou defender o legado de sua administração municipal. David precisa apresentar uma estratégia capaz de recuperar eleitores e recolocá-lo efetivamente na briga pelo segundo turno.
A DMP, portanto, entregou mais do que números nesta segunda-feira.
Entregou um sinal vermelho para David Almeida.
Quem começou a disputa olhando para Omar Aziz e imaginando uma batalha pelo Governo agora precisa olhar primeiro para Maria do Carmo e Roberto Cidade.
Porque antes de pensar em alcançar o líder, David precisa descobrir como sair do quarto lugar.









