Do sonho ao pesadelo: Pesquisas empurram David Almeida para derrota acachapante no Amazonas

Levantamentos recentes mostram o candidato do Avante distante da liderança, com dificuldades para chegar ao segundo turno e derrotas expressivas nos confrontos diretos testados pelos institutos

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A sucessão estadual caminha para um desfecho especialmente duro para David Almeida (Avante). Praticamente todas as pesquisas mais recentes apontam que o ex-prefeito de Manaus perdeu força, não conseguiu transformar sua passagem pela prefeitura em liderança estadual e corre sério risco de ficar fora do segundo turno da eleição para o Governo do Amazonas.

Os números variam de um instituto para outro, mas a mensagem predominante é semelhante: David aparece atrás de Omar Aziz (PSD), Professora Maria do Carmo (PL) e Roberto Cidade (União Brasil) em todos os levantamentos importantes divulgados nas últimas semanas.

Mais do que uma oscilação isolada, os resultados desenham um quadro de estagnação e enfraquecimento justamente no momento decisivo da campanha.

Tem pesquisa que colocou o candidato do Avante mais próximo de Cabo Daciolo, que marcou 6,3%, do que dos três principais adversários na disputa pelo segundo turno.

Se os números do primeiro turno já são preocupantes, as simulações de segundo turno ampliam o sinal de alerta.

O Paraná Pesquisas por exemplo testou um confronto entre David e Omar Aziz. O senador apareceu com 50,2%, enquanto o candidato do Avante registrou 33,7%, ficando 16,5 pontos atrás.

David entrou na disputa tentando apresentar-se como alternativa aos grupos de Omar Aziz e do então governador Wilson Lima. Entretanto, acabou politicamente espremido por três candidaturas.

Omar preservou uma base eleitoral relevante no interior; Maria do Carmo concentrou parte expressiva do voto identificado com a direita e com o PL; e Roberto Cidade cresceu impulsionado pela estrutura política construída a partir do governo estadual.

Nesse tabuleiro, David enfrenta dificuldades para estabelecer um espaço próprio. Sua campanha não conseguiu, até agora, ampliar significativamente a presença no interior nem assegurar uma vantagem suficiente em Manaus para compensar essa fragilidade.

A antiga expectativa de que sua administração na capital serviria como principal combustível eleitoral também não se confirmou na proporção necessária. O candidato que pretendia largar como favorito passou a lutar para não terminar a eleição na quarta colocação.

É necessário registrar que pesquisas representam fotografias do momento, possuem margens de erro e não substituem o resultado das urnas. Também existem levantamentos, como o Instituto Eficaz, nos quais David apareceu tecnicamente empatado com os concorrentes que disputam a segunda colocação.

Entretanto, o conjunto dos estudos mais recentes revela uma tendência difícil de ignorar: David não lidera, enfrenta enorme dificuldade para alcançar o segundo turno e sofre derrotas expressivas nos confrontos diretos apresentados ao eleitorado.

Caso esse cenário seja confirmado nas urnas, não será apenas uma derrota eleitoral. Será o fracasso de um projeto que partiu do comando da maior cidade da Amazônia, reuniu estrutura partidária e tentou alcançar o Governo do Estado, mas chegou à reta decisiva sem conseguir romper a barreira imposta pelos três principais adversários.

Para David Almeida, o relógio eleitoral está correndo. E, até aqui, as pesquisas indicam que o caminho escolhido pelo candidato do Avante pode terminar em uma derrota acachapante.

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