Estados Unidos e Irã voltam a trocar ataques perto do Estreito de Ormuz em meio a cessar-fogo prorrogado por Donald Trump
Em meio a cessar-fogo frágil, EUA e Irã trocam ataques em Ormuz

As tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a crescer nesta quinta-feira (7) após relatos de novos ataques militares próximos ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e ponto sensível do conflito.
Segundo informações divulgadas pela emissora norte-americana Fox News, militares dos EUA realizaram ataques contra instalações iranianas nas regiões de Qeshm e Bandar Abbas.
As duas áreas ficam localizadas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor marítimo que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte significativa do comércio global de petróleo.
Mais cedo, a agência iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas tanto na cidade portuária de Bandar Abbas quanto na ilha de Qeshm. Já a agência estatal Mehr afirmou que os sistemas de defesa aérea também foram ativados em Teerã.
Em resposta aos ataques, um oficial militar iraniano afirmou à emissora estatal IRIB que forças iranianas reagiram à ofensiva norte-americana.
“Unidades inimigas foram alvejadas por mísseis iranianos e forçadas a fugir após sofrerem danos”, disse a autoridade, segundo a televisão iraniana.
Cessar-fogo frágil
Os episódios acontecem em meio a um cessar-fogo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, prorrogado no fim de abril pelo presidente Donald Trump.
Na ocasião, o chefe da Casa Branca afirmou que a extensão da trégua buscava abrir caminho para um acordo mais amplo entre os países.
Apesar disso, confrontos e trocas de ataques seguem sendo registrados na região do Estreito de Ormuz, área considerada estratégica tanto militarmente quanto economicamente.
A disputa pelo controle e influência sobre a rota marítima aumentou nas últimas semanas e elevou o temor internacional sobre possíveis impactos no abastecimento global de petróleo e na estabilidade do Oriente Médio.
Segundo a mídia iraniana, o regime dos aiatolás ainda analisa as “mensagens” enviadas pelos Estados Unidos por meio de mediadores paquistaneses e não concluiu sua resposta à proposta estadunidense para encerrar a guerra, em meio a uma nova escalada do conflito.
Com informações de Metrópoles










