Escritor desmonta mitos do ambientalismo moderno e critica COP30: ‘Ilusão coletiva’

Leandro Narloch expõe o desastre do discurso pelo uso das sacolas e dos canudos de papel e mostra como o plástico ajudou a salvar as tartarugas

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Leandro Narloch não tem paciência para ambientalismo de fachada. Em entrevista nesta segunda-feira, 20, ao Oeste com Elas, o escritor apresentou os principais argumentos de seu novo livro, Guia Politicamente Incorreto do Meio Ambiente, e mostrou como boa parte do discurso ecológico moderno é sustentada por irracionalidade e dados enviesados.

“As pessoas acham que estão fazendo algo sustentável para o meio ambiente, mas não estão”, disse o escritor. “Poucas coisas me irritam mais, por exemplo, que canudos e sacolas de papel.”

Segundo Narloch, trocar materiais tradicionais da indústria por alternativas consideradas ecológicas representa, em muitos casos, um retrocesso ambiental e logístico. Como resultado, em vez de avanço na preservação, essas substituições podem agravar o impacto sobre o meio ambiente.

“Uma sacola de papel pesa oito vezes mais que a de plástico”, argumentou. “Para produzi-la, é preciso devastar vegetação, plantar eucalipto, aplicar adubo, cortar a floresta, gastar água, processar tudo numa indústria química pesada – e emitir sete vezes mais carbono.”

Além disso, o peso e o volume exigem mais transporte. “Você precisa de sete caminhões a mais para levar o que antes cabia num caminhão de sacolas plásticas”.

Enquanto organizações não governamentais (ONGs) culpam o plástico pela morte de animais marinhos, o escritor resgata o que quase todos esqueceram: o plástico salvou as tartarugas. Antes de seu uso em larga escala, óculos e pentes de cabelo, por exemplo, eram feitos com cascos do animal. “O plástico liberou a natureza da exploraç humana.”

ONG dos EUA utilizou fundo climático para promover manifestações pró-Hamas

Interpelado sobre os fundos climáticos internacionais, Narloch citou o caso de uma ONG dos Estados Unidos que recebeu cerca de US$ 50 milhões no pacote ambiental do governo de Joe Biden.

No entanto, destinou o dinheiro para financiar protestos contra Israel e em apoio ao grupo terrorista Hamas.

Assim, o escritor denunciou o lobby permanente de ONGs que pressionam por mais recursos públicos – para elas mesmas.
Mesmo quando esses repasses seguem o destino declarado, os resultados dificilmente compensam os investimentos.

Um estudo analisou mais de 1,5 mil projetos ambientais financiados com recursos internacionais. De acordo com Narloch, apenas 4% deles apresentaram algum resultado prático.

A baixa eficácia, contudo, não é o único problema. Segundo o autor, esses fundos operam fora do alcance dos mecanismos de controle nacionais. “Não há CPI, Tribunal de Contas nem fiscalização.’

Narloch vê “ilusão coletiva” na COP30

Narloch também criticou a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças climáticas, a COP30. O encontro deve ocorrer em Belém, capital do Pará, de 10 a 21 de novembro. Para ele, a COP30 proporciona uma mobilização global baseada numa “ilusão coletiva”.

“Se estamos em emergência climática, faz sentido esse pessoal pegar avião, se hospedar em hotel caro, fingindo que está salvando o planeta?”, indagou Narloch. “Não vale fazer uma reunião on-line?”

O escritor defende o pensamento racional, a ciência sem ideologia e o direito de desconfiar dos consensos fabricados. Seu novo livro coloca tudo isso no papel.

Com informações de Revista Oeste

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