“Exército do Lula”: corregedor cobra de Nunes Marques votação no plenário

Nunes Marques derrubou decisão de Cueva e liberou volta do canal apenas na quinta. Corregedor disse que disputa envolve atribuições no TSE

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O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, pediu nesta terça-feira (13) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que leve com urgência ao plenário a disputa sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

O pedido foi feito após Nunes Marques derrubar uma decisão anterior de Cueva, que havia autorizado o funcionamento da comunidade administrada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e estabelecer novas condições para sua reabertura.

O presidente do TSE permitiu nesta terça a retomada do canal, mas apenas a partir de quinta-feira (15/10). A decisão contrariou a autorização dada por Cueva no domingo (11/10), que permitia a publicação de mensagens e a entrada de novos seguidores sem essa espera.

Em um despacho na noite desta terça, o corregedor pediu ao próprio Nunes Marques que encaminhe sua decisão ao plenário, em uma sessão presencial ou virtual. Cueva afirmou que o caso “transcende o funcionamento de um canal de comunicação eleitoral”.

Segundo ele, a disputa também envolve “a delimitação das competências institucionais da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral”, uma questão que “reclama orientação uniforme desta Corte”.

O corregedor lembrou que já havia encaminhado sua decisão de domingo para análise dos demais ministros. Ele destacou, porém, que as novas decisões de Nunes Marques “não contêm determinação expressa de submissão ao colegiado”, embora afetem diretamente a autorização anterior para a retomada do canal.

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