Senador pede ao TSE a cassação da chapa Lula-Alckmin por uso da máquina pública em período eleitoral
Flávio aciona TSE e acusa Lula de disparos em massa sobre programas sociais

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) acusou a campanha de Lula (PT), seu adversário na disputa presidencial, de supostamente utilizar dados de brasileiros para mensagens em massa para a divulgação de programas sociais durante o período eleitoral.
O candidato apontou em ação no TSE abuso de poder político e econômico. O senador pede ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa Lula-Alckmin por uso da máquina pública em período eleitoral. A peça inclui ainda Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula.
Flávio Bolsonaro cita o uso de dados da conta “GovBR” no WhatsApp. Segundo a ação, as informações foram usadas para disparar milhões de mensagens personalizadas a beneficiários de programas sociais, como Bolsa Família, Gás do Povo e Luz do Povo.
“O serviço de notificações personalizadas por meios digitais, associado à plataforma GovBR, constitui canal oficial de comunicação governamental e as mensagens sobre Bolsa Família, Gás do Povo, Luz do Povo, Celular Seguro e outros programas, como têm sido enviadas, não se limitam a atos neutros de transparência passiva, mas configuram comunicação ativa, direcionada e promocional sobre programas e ações da Administração Federal”, diz trecho da petição.
Ação menciona suposta irregularidade eleitoral. Os advogados de Flávio Bolsonaro argumentam que a prática configura publicidade institucional irregular e uso da estrutura pública para beneficiar a candidatura de Lula à reeleição.
Campanha aponta desequilíbrio na disputa eleitoral. A equipe de Flávio Bolsonaro afirma ainda que candidaturas de oposição enfrentam restrições legais e financeiras para disparos em massa, enquanto o governo teria recursos públicos para alcançar dezenas de milhões de eleitores.
Ação pede suspensão de mensagens e cassação da chapa. A representação solicita, em caráter de urgência, a interrupção dos disparos pela conta Gov.br no WhatsApp e a preservação de provas digitais, incluindo contratos, custos e bases de dados.
Pedido inclui inelegibilidade de Lula e Sidônio Palmeira. Ao final do processo, a campanha de Flávio Bolsonaro pede a cassação do registro ou dos diplomas de Lula e Geraldo Alckmin, além da declaração de inelegibilidade do presidente e do ministro Sidônio Palmeira por oito anos.
“Ao final, a procedência da ação, para reconhecer a prática de abuso de poder político, econômico e de autoridade com: (i) a cassação dos registros ou eventuais diplomas do primeiro [Lula] e do segundo [Alckmin] Investigados (art. 22, XIV, da LC nº 64/1990); e (ii) a declaração de inelegibilidade, por 8 (oito) anos, do primeiro [Lula] e do terceiro [Sidônio] Investigados (art. 22, XIV, da LC nº 64/1990)”, diz trecho da petição.
Fonte: UOL










