Flávio diz que eleições sem Bolsonaro podem não ser reconhecidas pelos EUA e chama Moraes de ‘ditador’

A declaração foi dada em evento ao lado do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira que, caso as eleições presidenciais de 2026 ocorram sem a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro, “há um previsível e trágico destino” de que o pleito “não seja sequer reconhecido pelos Estados Unidos”. A declaração foi dada em evento ao lado do governador do Rio, Cláudio Castro, na capital fluminense. Flávio reforçou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de defender uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para permitir o que chamou de “retorno à normalidade” no país.

Segundo Flávio, Bolsonaro é alvo de uma “perseguição injusta” e tem sido tratado de forma “mais severa que traficantes perigosos”. Ele afirmou que Moraes “tortura a legislação” e “inventa crimes”, buscando condenações “com base apenas em narrativas”. O senador disse ainda que “até ministros do Supremo” teriam consciência de que o magistrado “foi longe demais”.

“Ou o Brasil vai voltar a expirar novos ares sem Alexandre de Moraes, ou simplesmente o Brasil vai continuar nessa grande areia movediça que a gente não vai sair dela enquanto não houver uma anistia e enquanto o Alexandre de Moraes não for impedido de continuar sendo um grande ditador como ele tem se comportado nos últimos anos”, afirmou.
Para o filho do ex-presidente, a anistia é a única saída honrosa para o Brasil superar o que descreveu como “areia movediça política” e “parar de olhar pelo retrovisor”. Ele responsabilizou o Congresso Nacional por avançar nessa pauta e acusou o governo Lula de usar Bolsonaro como “bode expiatório” para justificar fracassos, especialmente na política internacional.

“Outra coisa que o governo Lula e o Alexandre de Moraes têm que levar em consideração é que, se as eleições de 2026 ocorrerem sem o presidente Bolsonaro, nós temos, sim, um previsível e trágico destino de a eleição aqui não ser sequer reconhecida pelos Estados Unidos. Então, a gente tem que parar de proteger aquele que tá destruindo a democracia a pretexto de preservá-la e voltar a focar nos problemas reais do nosso Brasil. Porque o problema do Brasil não é Bolsonaro. O problema do Brasil é comida cara, é a dificuldade de geração de bons empregos, é a insegurança pública generalizada, a proliferação do crime organizado, coisas que a população cobra de nós e nós temos a obrigação de dar uma resposta”, disse.
Flávio também criticou a inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito conduzido por Moraes, classificando a medida como “vingança” e apontando que o ministro teria agido “sem ouvir o Ministério Público”. Na avaliação do senador, o país “só voltará a respirar novos ares sem Alexandre de Moraes” no comando de investigações.

O governador do Rio também saiu em defesa do ex-presidente. Cláudio Castro disse em discurso que só desistirá “quando ele [Bolsonaro] estiver andando pelas ruas novamente”.

“Mas o presidente Bolsonaro, ele tem um agravante, que nunca vi ninguém falar um ato de corrupção dele. E nunca vi o presidente Bolsonaro não ir a uma audiência, ao contrário, ele foi a todas. Ele foi pessoalmente a todas. Então, a gente não entende. É, ninguém que tava, como ele tava antes, em liberdade, é proibido de falar. Ninguém que tá em liberdade é proibido de fazer muitas coisas que ele era. E depois, uma decisão que pegou todos de surpresa, porque o filho fez um vídeo com ele. Então, a gente acha que o Brasil precisa de um, de um realinhamento institucional”, disse.
Sobre o atual momento do pai, que cumpre prisão domiciliar, Flávio disse que Bolsonaro “encara com serenidade” a situação, embora considere a medida “uma humilhação injusta”. Ele destacou que o ex-presidente “não pode ser acusado de ter desviado um centavo de dinheiro público” e que concluiu o mandato “dando o exemplo”.

O senador afirmou ter fé que Bolsonaro voltará “muito em breve” às ruas e que será candidato à Presidência.

Com informações de CNB

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