Funeral de Charlie Kirk reúne mais de 100 mil pessoas em estádio no Arizona, com presença de Trump

Estádio State Farm atingiu capacidade máxima durante a cerimônia, marcada por rígido esquema de segurança e clima de comício político

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Mais de 100 mil pessoas, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu vice, JD Vance, participam neste domingo do culto em memória ao Charlie Kirk, assassinado no último dia 10. A cerimônia ocorre no Estádio State Farm, em Glendale, onde fica a sede da Turning Point USA, organização fundada por Kirk, sob um forte esquema de segurança.

Autoridades locais informaram que o estádio atingiu sua capacidade máxima, estimada em 73 mil lugares, e que milhares de pessoas ainda aguardam em uma fila de cerca de 1,6 km que se estendia pelo lado de fora, em estacionamento. Muitos caminharam mais de 3 km sob o calor intenso para tentar entrar no memorial.

Ao deixar a Casa Branca rumo ao Arizona, Trump disse que estava ansioso para “celebrar a vida de um grande homem”, acrescentando que seria “um dia muito difícil”. Ele afirmou que daria apoio à viúva de Kirk, Erika, e falaria sobre o legado do influenciador.

Nas redes sociais, Vance disse que vai homenagear o “sacrifício” de Kirk.

“Hoje, retornamos ao Arizona para lembrar Charlie e homenagear seu sacrifício. Que ele descanse em paz eternamente, e que Deus cuide de Erika e de seus lindos filhos”, escreveu o vice americano.

Dentro do estádio, o ambiente lembra a fusão entre um culto de uma mega-igreja e um comício do Partido Republicano. Uma banda cristã tocava rock devocional, enquanto milhares de pessoas — muitas usando bonés vermelhos de Trump e chapéus com iniciais de Kirk ou a inscrição “Make America Charlie Kirk” — ocupavam as arquibancadas.

— Eu vejo Kirk como um mártir de Cristo, sem dúvida — afirmou Monica Mireles, de 44 anos, que dirigiu 12 horas do Texas para acompanhar a cerimônia.
O culto também contou com uma arena de hóquei próxima, com capacidade para 19 mil pessoas, preparada como área de convivência para o público excedente.

Kirk, de 31 anos, aliado próximo de Trump, foi morto a tiros em 10 de setembro, durante um evento universitário em Utah. O crime, que gerou repercussão nacional, levou ao indiciamento de Tyler Robinson, de 22, sob acusações de homicídio qualificado.

Desde o assassinato, líderes republicanos intensificaram a retórica contra adversários políticos. Assessores de Trump ameaçaram represálias contra quem comemorasse a morte de Kirk, enquanto Vance defendeu ações de “doxing” contra críticos. Dezenas de pessoas perderam empregos ou foram penalizadas, incluindo o apresentador Jimmy Kimmel, cujo programa foi retirado do ar após comentários sobre o caso.

Com informações de O Globo

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