Homem é condenado a 29 anos de prisão por feminicídio da ex-namorada em Manaus

Réu já cumpria pena por outro homicídio e permanecerá preso para iniciar o cumprimento da nova condenação

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Francisco Farias da Silva foi condenado a 29 anos e 9 meses de prisão pelo feminicídio de Doralice Castro Botelho, que tinha 18 anos à época do crime. O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (17), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus.

A sessão ocorreu na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus e foi presidida pela juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) foi representado pelo promotor Thiago de Mello Roberto Freire, enquanto a defesa do réu ficou a cargo da Defensoria Pública.

O processo nº 0732880-18.2020.8.04.0001 foi incluído na programação da 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, mobilização voltada ao julgamento de processos relacionados à Lei Maria da Penha e de crimes dolosos contra a vida cometidos em contexto de violência doméstica contra a mulher.

Francisco, que já estava preso, foi interrogado durante o julgamento. Ele declarou se lembrar das agressões contra a ex-namorada, mas afirmou não se recordar dos golpes de faca desferidos contra a vítima.

O réu já cumpre pena de 21 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, por outro homicídio qualificado. Desse período, já cumpriu quatro anos e nove meses. Com a nova condenação, a magistrada determinou o início imediato do cumprimento provisório da pena.

O crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em 14 de fevereiro de 2016, por volta das 15h, na rua Retirante, bairro Colônia Terra Nova, zona Norte de Manaus.

De acordo com a acusação, Francisco encontrou a ex-namorada caminhando com o novo companheiro e, por não aceitar o fim do relacionamento, efetuou disparos de arma de fogo em via pública para intimidar o casal.

Ainda conforme a denúncia, o réu rendeu Doralice sob ameaça e a levou até a residência dele, onde a jovem foi agredida, esfaqueada e asfixiada.

Mesmo ferida, Doralice conseguiu pedir ajuda aos vizinhos. Ela foi encaminhada para atendimento na rede pública de saúde, mas morreu dois dias depois.

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