Caso envolve suposto vídeo publicado pela campanha da então candidata ao governo do Amazonas sobre a filha do senador e governador eleito Omar Aziz
“Houve uma série de discussões e resistência”: delegado relata dificuldades em operação na casa de Maria do Carmo

O delegado da Polícia Civil do Amazonas, Marcelo Martins, afirmou que houve uma série de “discussões” e dificuldades no cumprimento de diligências na casa da ex-candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair, durante operação realizada na manhã desta sexta-feira (6). O caso se refere a um suposto vídeo publicado pela campanha da candidata envolvendo a filha do senador e governador eleito Omar Aziz (PSD).
Segundo o delegado, houve uma “certa resistência” para entrar no local e, após a chegada dos advogados, ocorreu uma série de discussões. A autoridade policial relatou dificuldades no cumprimento das diligências.
“Chegamos bem cedo, como manda o protocolo. Encontramos uma certa resistência na hora de entrar. Depois que entramos, os advogados chegaram e aí houve uma série de discussões. Foi uma diligência difícil, com uma série de tentativas de obstaculizar o cumprimento da ordem judicial”, disse o delegado.
Maria do Carmo é investigada em um caso envolvendo um suposto vídeo publicado durante o segundo turno das eleições por sua campanha e que envolveria a filha do senador e governador eleito Omar Aziz (PSD).
Ainda de acordo com o delegado, apesar da resistência relatada, todas as ordens judiciais foram cumpridas na casa de Maria do Carmo, onde foram apreendidos um aparelho celular e um computador pessoal.
Maria do Carmo, por sua vez, criticou a operação policial e afirmou que houve abuso de autoridade durante o cumprimento das diligências. Veja a nota na íntegra abaixo.
Veja a nota da assessoria juridica de Maria do Carmo
A assessoria jurídica da Professora Maria do Carmo (PL) manifesta indignação com a operação de busca e apreensão realizada nesta sexta-feira, 6/10, na residência da ex-candidata ao Governo do Amazonas. Apesar de ser esperada, a defesa denuncia a condução dos procedimentos, que evidenciam uma escalada de perseguição política e levanta graves questionamentos sobre abuso de autoridade.
Os advogados apontam que garantias legais e prerrogativas da advocacia não foram devidamente respeitadas durante a diligência. A defesa considera inaceitável que direitos fundamentais sejam colocados em segundo plano e afirma que não aceitará qualquer tentativa de constrangimento ou intimidação por meio de procedimentos que desrespeitem a legislação.
Desde o resultado das eleições, a ex-candidata foi alvo de acusações e tem tido sua imagem exposta de forma deliberada por conta de uma denúncia envolvendo a filha do governador eleito Omar Aziz (PSD), fato que já foi publicamente negado. Chama atenção que um processo que corre em segredo de justiça, a todo momento tem notícias veiculadas pela imprensa local com vazamento de informações.
No todo decorrer da investigação, a Professora Maria sempre se colocou à disposição para colaborar com a justiça e apontar os verdadeiros responsáveis por qualquer atitude que tenha ferido os direitos das partes envolvidas. O que não se pode aceitar é o uso politiqueiro da situação para ferir a honra da ex-candidata.
É fundamental destacar que o cumprimento de uma ordem judicial não concede às autoridades autorização para ultrapassar os limites da lei.
A Professora Maria do Carmo permanece tranquila, confiante em sua inocência e convicta de que a verdade prevalecerá. Em vídeo publicado na última quinta, 5, a ex-candidata já havia afirmado que aguardava a diligência e estava preparada para o que viesse.
“Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, afirmou.











