Investigadora presa recebia salário da Polícia e da Prefeitura; saiba quanto

Ela é suspeita de integrar o chamado “núcleo político” do CV nas estruturas do Estado

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A investigadora da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Anabela Cardoso Freitas, presa na manhã desta sexta-feira (20) pela corporação, no âmbito da Operação Erga Omnes, recebia salário tanto da instituição quanto da Prefeitura de Manaus.

O Foco verificou junto ao Portal da Transparência da PC-AM que a servidora está ativa no cargo e tem salário de R$ 23.688,73, conforme registrado na remuneração dos servidores referente ao mês de janeiro deste ano.

A servidora, que foi chefe de gabinete do prefeito David Almeida até 2023, é suspeita de integrar o chamado “núcleo político” do Comando Vermelho nas estruturas do Estado. Além dela, outros servidores públicos foram presos durante o cumprimento da operação.

Anabela também era servidora da Prefeitura de Manaus, lotada na Comissão Municipal de Licitação, com salário de R$ 4.500,00, conforme verificado no portal do Executivo municipal.

Segundo o portal, a última remuneração da servidora data de outubro de 2025. Procurada pelo Foco para explicar se a servidora ainda consta como ativa no quadro de servidores da pasta, a Prefeitura não respondeu aos questionamentos.

De acordo com a investigação, os servidores usavam sua influência dentro dos órgãos públicos para atuar em prol do crime organizado e repassar informações privilegiadas ao CV.

A operação foi realizada em sete estados e apura o envolvimento dos agentes com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, a quadrilha movimentou R$ 70 milhões nos últimos anos.

Prefeitura se manifesta

Procurada pelo Foco para esclarecer se a servidora ainda está lotada no cargo, a Prefeitura informou que o prefeito David Almeida e membros da administração municipal não são investigados. Veja a nota.

A Prefeitura de Manaus esclarece que não é alvo da operação realizada nesta sexta-feira, 20/2, pela Polícia Civil do Estado do Amazonas. Conforme informado pelas próprias autoridades, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município integram o objeto da investigação.

É inaceitável que setores da política tentem distorcer fatos para criar narrativas mentirosas e atingir a honra de quem tem trabalhado com responsabilidade pela cidade. A exploração oportunista de investigações que não envolvem a gestão municipal revela mais sobre os seus autores do que sobre os fatos.

A atual administração mantém compromisso absoluto com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições. Qualquer servidor eventualmente investigado responderá individualmente por seus atos, nos termos da lei, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública.

Manaus não pode ser refém de ataques especulativos nem de tentativas de desinformação. A verdade prevalece nos fatos, não nas insinuações.

Polícia diz que investigadora está afastada

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que a investigadora não exercia atividades na instituição, pois estava lotada no Poder Executivo municipal. Questionada sobre o motivo dela continuar recebendo remuneração, não houve retorno. Veja nota

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informa que a servidora não exercia, no momento, atividades na instituição, pois ocupava cargo no Poder Executivo Municipal.

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