O Irã interrompeu o tráfego de petroleiros e de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz e atribuiu a ação ao que chamou de “violações de Israel ao cessar-fogo”, após Israel atacar o Líbano, informou a agência de notícias semioficial Fars. Há relatos contraditórios na mídia iraniana sobre a eficácia da trégua. A Fars atribuiu o …
Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça romper cessar-fogo se Israel atacar o Líbano

O Irã interrompeu o tráfego de petroleiros e de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz e atribuiu a ação ao que chamou de “violações de Israel ao cessar-fogo”, após Israel atacar o Líbano, informou a agência de notícias semioficial Fars.
Há relatos contraditórios na mídia iraniana sobre a eficácia da trégua. A Fars atribuiu o fechamento aos contínuos ataques de Israel contra o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano. A Tasnim, outra agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária, noticiou que o Irã estaria considerando romper o cessar-fogo por completo devido aos ataques israelenses no Líbano. Não está claro ainda se as notícias são vazamentos com o intuito de pressionar Israel e os EUA.
Na terça, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, havia declarado que o Líbano estava incluído no cessar-fogo entre Israel, os Estados Unidos e o Irã, mas os militares israelenses afirmaram que os ataques contra o Hezbollah no Líbano continuariam.
Israel realizou nesta quarta-feira, 8, o que chamou de os maiores ataques contra o país desde o início da guerra. A Fars informou que dois petroleiros foram autorizados a cruzar o estreito desde que o cessar-fogo entrou em vigor.
Sharif afirmou em publicação no X que há denúncias de violações do cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos e instou todas as partes a exercerem moderação.
“Houve violações do cessar-fogo em algumas partes da zona de conflito, o que mina o espírito do processo de paz”, disse Sharif, que atuou como mediador para alcançar a cessação das hostilidades.
“Exorto, de forma séria e sincera, todas as partes a exercerem moderação e respeitarem o cessar-fogo de duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa desempenhar um papel fundamental na resolução pacífica do conflito”, afirmou.
Nesta quarta-feira, o presidente Donald Trump contradisse o Paquistão e afirmou que o Líbano não foi incluído no acordo de cessar-fogo. Em entrevista ao PBS News Hour, o presidente alegou que “por causa do Hezbollah, eles não foram incluídos no acordo. Isso também será resolvido. Está tudo bem”.
Quando questionado sobre Israel continuar seus ataques no Líbano, ele disse: “Isso faz parte do acordo, todos sabem disso. Trata-se de um conflito à parte”, disse./Com informações da AFP e do NYT
Fonte: Estadão











