Tropas israelenses atingiram dezenas de alvos e destruíram túnel de 6 km usado pelo grupo terrorista que quebrou o acordo de cessar-fogo
Israel lança ofensiva em Gaza depois de o Hamas matar 2 soldados

O Exército de Defesa de Israel (IDF) realizou nas últimas horas uma nova onda de ataques aéreos e de artilharia contra posições do Hamas na Faixa de Gaza, em resposta ao ataque deste domingo, 19, que matou dois soldados e deixou outros três feridos.
Segundo Avichay Adraee, porta-voz do IDF para a mídia árabe, a operação foi desencadeada depois de o grupo terrorista violar o acordo de cessar-fogo firmado com mediação internacional. “O Exército de Defesa continuará a operar para eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel.”
Adraee informou que os ataques atingiram dezenas de alvos do Hamas em toda a Faixa de Gaza, incluindo locais de armazenamento de equipamentos de combate, infraestrutura militar, posições de tiro, células de sabotadores e outras estruturas terroristas.
Em uma das ações mais significativas, caças israelenses lançaram cerca de 120 bombas contra um túnel subterrâneo de seis quilômetros usado pelo Hamas para planejar ataques contra Israel.
Durante reunião com o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e altos oficiais, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu uma resposta “feroz” ao ataque. Segundo ele, a violação do cessar-fogo “não ficará sem resposta”.
O atentado que levou à retomada das operações ocorreu próximo à cidade de Rafah, na fronteira com o Egito. Militares israelenses disseram ao The Times of Israel que combatentes do Hamas ainda operam a partir de túneis na área que deveria estar sob monitoramento do cessar-fogo.
Um oficial de segurança alertou para o risco de nova escalada: “Israel não quer provocar o colapso do cessar-fogo. Há uma equação direta: violação e resposta”. Outro oficial revelou que, mesmo durante a trégua, terroristas do Hamas seguem escondidos em túneis, realizando ataques “sob o disfarce do cessar-fogo”.
O Hamas negou envolvimento no ataque que matou os soldados israelenses, atribuindo a ação a “grupos de resistência locais”. O grupo afirmou ainda estar disposto a entregar o corpo de um refém israelense “se houver condições adequadas”.
Israel mantém operações pontuais em Gaza e afirma que seguirá com pressão militar até garantir a devolução de todos os reféns — vivos ou mortos.











