Justiça deve ouvir Colômbia e outros réus em esquema de pesca ilegal nesta sexta-feira (17)

Colômbia foi apontado como operador do esquema A Justiça do Amazonas deve ouvir o depoimento de Rubén Dario da Silva Villar, o “Colômbia” nesta sexta-feira (17), em Tabatinga, na audiência de instrução e julgamento de processo, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à pesca ilegal no Vale do Javari, investigada pelo envolvimento …

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Colômbia foi apontado como operador do esquema

A Justiça do Amazonas deve ouvir o depoimento de Rubén Dario da Silva Villar, o “Colômbia” nesta sexta-feira (17), em Tabatinga, na audiência de instrução e julgamento de processo, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à pesca ilegal no Vale do Javari, investigada pelo envolvimento nas mortes do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira, que ocorreu em 2022.

Além de Colômbia, a Justiça deve ouvir Manoel Raimundo Correa, Francisco Lima Correa e Paulo Ribeiro dos Santos.

No Javari, Colômbia foi apontado como operador de um esquema de extração ilegal e venda de peixes que abastece não apenas comércios, hotéis, restaurantes e cafés do Alto Solimões, mas também de cidades mais distantes como Tefé e Manaus. Ribeirinhos, indígenas, indigenistas e policiais também apontam suspeita de vínculo do estrangeiro como tráfico internacional de drogas operado na Amazônia.

Nessa quinta-feira (16), Pelado, Amarílio de Freitas de Oliveira, Eliclei Costa de Oliveira, Janio Freitas de Souza, Otávio da Costa de Oliveira e Laurimar Lopes Alves, foram ouvidos à tarde. Nesta sexta (17), devem depor Manoel Raimundo Corrêa, Francisco Lima Corrêa e Paulo Ribeiro dos Santos.

Testemunhas de acusação também foram ouvidas durante a manhã. Uma das testemunhas contou que chegou a participar de reuniões entre pescadores em que o nome de Colômbia era citado como financiador da pesca e caça ilegal dentro da Terra Indígena Vale do Javari. Um representante da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmou que o peixe retirado ilegalmente da região era vendido para Colômbia, na cidade de Islândia, no Peru.

Uma servidora da Funai, disse que foi ameaçada por pescadores em Atalaia do Norte após participar de fiscalização que destruiu redes utilizadas pelo grupo criminoso.

Caso

O indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips desapareceram em 5 de junho de 2022, durante uma expedição no Vale do Javari, entre os municípios de Guajará e Atalaia do Norte. Eles foram assassinados a tiros, e seus corpos foram esquartejados e queimados, sendo localizados dez dias depois, em 15 de junho.

Dom, colaborador do jornal The Guardian, escrevia o livro “How to Save the Amazon?” sobre como os povos indígenas protegem a floresta e enfrentam invasores. Além de Colômbia e Pelado, também respondem ao processo Oseney da Costa de Oliveira (“Dos Santos”) e Jefferson da Silva Lima (“Pelado da Dinha”), entre outros envolvidos.

A audiência de instrução deve seguir ao longo desta sexta-feira (17), com expectativa de novas oitivas e encaminhamento à fase final do julgamento.

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