Justiça mantém prisão de Rosinaldo Bual após audiência de custódia

Vereador foi enviado para o Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado no quilômetro 8 da BR-174. Ele é investigado por peculato, concussão, associação criminosa e lavagem de dinheiro

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A Justiça do Amazonas manteve a prisão do vereador Rosinaldo Bual (Agir) e da chefe de gabinete Luzia Seixas Barbosa após audiência de custódia no início da noite de sexta-feira (3). A dupla foi presa em uma operação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), sob suspeita de “rachadinha” com dinheiro público.

Na audiência de custódia, a justiça entendeu que “os atos prisionais foram considerados legais”. Rosinaldo Bual foi enviado para o Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado no quilômetro 8 da BR-174. Ele é investigado por peculato, concussão, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Ainda não há informações sobre uma possível nova transferência do parlamentar para outro centro de detenção. Rosinaldo Bual, por ser vereador, tem direito à cela especial, benefício mantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento realizado em 2023.

O parlamentar foi inicialmente levado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no bairro Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. Posteriormente, realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), procedimento obrigatório que visa documentar as condições físicas do preso.

Operação

Durante a operação Face Oculta, foram cumpridos dois mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão, alguns deles realizados em gabinetes na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Também foi determinado o bloqueio de R$ 2,5 milhões em contas bancárias.

O coordenador do Gaeco, Leonardo Tupinambá, informou que a investigação detectou que Bual fazia uma quantidade significativa do salário de seus assessores retornar para contas associadas a ele.

“Ele tinha uma alta rotatividade entre os funcionários que eram contratados pelo gabinete. Nos nossos documentos aqui nós identificamos aproximadamente 50 funcionários em que até metade do salário deveriam ser retornados a ele. O dinheiro ia, primeiramente, para quatro ou cinco pessoas da equipe dele e depois eram revertidos em benefício do parlamentar”, disse.

Com informações de Portal A Crítica

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