Justiça suspende venda de ingressos para o Festival de Parintins 2026 após aumento de 200%

Empresa tem 5 dias para cumprir a ordem e apresentar justificativas para os reajustes nos preços

Compartilhar em:

A Justiça do Amazonas determinou, nesta quarta-feira (5), a suspensão da venda de ingressos para a edição de 2026 do Festival Folclórico de Parintins. A decisão, proferida pela juíza Simone Laurent Arruda da Silva, estabelece a proibição das vendas, tanto físicas quanto online, realizadas pela empresa Amazon Best Turismo e Eventos Ltda.

A medida atende a um pedido de tutela cautelar de urgência apresentado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM).

De acordo com a decisão, a empresa tem prazo de cinco dias para cumprir a ordem de suspensão e apresentar justificativas detalhadas sobre os critérios econômicos e financeiros que embasaram o reajuste dos preços, comparando os valores das edições de 2025 e 2026. O descumprimento da decisão poderá resultar em multa diária de R$ 50 mil, limitada a 30 dias.

No pedido de tutela, o MPAM argumentou que os valores praticados para a edição de 2026 apresentaram aumentos abusivos, com reajustes superiores a 200% em diversos setores, em relação aos preços do ano anterior. O Ministério Público solicitou, portanto, a suspensão das vendas, que estavam previstas para começar nesta sexta-feira (7).

A promotora de Justiça Sheyla Andrade, que se reuniu brevemente com representantes da Amazon Best na sede do MP, comentou a decisão:

“O Ministério Público acabou de obter agora, após pedido de tutela de urgência, uma liminar na qual foi determinado que a empresa Amazon Best prestasse as devidas informações conforme consta na nossa peça inicial. Neste encontro com a empresa, ficou ajustado para que amanhã, às 10h, tenhamos outra reunião buscando, de alguma maneira, uma conciliação para que esse processo tenha o seu desfecho”, explicou.

Compartilhar em: