O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27/2), que a troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde ocorreu por buscar um perfil mais agressivo no comando da pasta. A ministra permanecerá no cargo até 6 de março.“Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, …
Lula diz que trocou Nísia por Padilha por mais “agressividade”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27/2), que a troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde ocorreu por buscar um perfil mais agressivo no comando da pasta. A ministra permanecerá no cargo até 6 de março.
“Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas eu estou precisando de um pouco mais de agressividade, mais agilidade, mais rapidez; por isso estou fazendo algumas trocas”, disse o petista em entrevista ao Balanço Geral Litoral, da Record.
A ministra da Saúde era alvo frequente de críticas, em especial por membros do Congresso Nacional. A pasta de Nísia recebe 50% das emendas individuais indicadas por deputados e senadores, mas os parlamentares alegavam que havia uma baixa interlocução com o ministério.
Nísia Trindade foi um dos nomes técnicos indicados pelo presidente Lula para ocupar uma vaga na Esplanada dos Ministérios. Ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia enfrentou diversas crises ao longo da gestão, como colapso na saúde Yanomami e alta nos casos de dengue.
Ainda em entrevista à emissora de São Paulo, Lula afirmou que vai informar os nomes dos próximos indicados para o primeiro escalão do governo depois do Carnaval. A troca no Ministério da Saúde deu o ponta pé na reforma ministerial ensaiada pelo Palácio do Planalto nas últimas semanas.
“Não quero que a pessoa saiba que vai ser ministro pela Record, vou ter que fazer reforma, mexer no governo, mas com muito cuidado, como técnico de futebol”, pontuou o chefe do Executivo.
“Espero que, depois do Carnaval, eu conclua quem eu quero mudar. Porque não é só escolher quem você tira. É escolher quem vai entrar. Porque se você coloca um jogador que vai jogar menos que o que saiu, você errou”, concluiu o presidente.
Estamos com foco no fato.











