Maria do Carmo cobra Omar sobre escândalos e recebe réplica: “A senhora é da maldade oculta”

Discussão no debate teve críticas à gestão do senador, defesa de sua trajetória e acusações contra aliados da candidata

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Maria do Carmo e Omar Aziz protagonizaram um confronto direto durante o debate da TV Norte entre os candidatos ao governo do Amazonas. A candidata questionou a gestão do adversário, mencionou supostas irregularidades e afirmou não ter escândalos de corrupção em sua biografia. Na resposta, Omar negou as acusações e atribuiu a pessoas ligadas à campanha dela a disseminação de inverdades.

Em sua intervenção, Maria criticou o que chamou de “acordos espúrios” e citou suposto sobrepreço na Arena da Amazônia, obras de mobilidade não entregues e irregularidades em contratos. As referências foram apresentadas pela candidata como críticas ao histórico administrativo do adversário.

Maria também defendeu uma mudança na condução do Estado, prometendo rigor com os recursos públicos. Ao reafirmar sua independência política, declarou: “Não tenho ninguém segurando no meu pulso”.

A candidata sustentou ainda que cada pessoa deve responder por sua trajetória e afirmou não ter escândalos de corrupção associados à sua biografia. Na sequência, prometeu mudanças em áreas como saúde, infraestrutura e segurança.

Ao responder, Omar afirmou que seu governo teve uma oposição atuante e uma imprensa que fiscalizava a administração. Em seguida, deslocou o confronto para a atuação dos parlamentares do PL durante o governo de Wilson Lima.

O senador acusou deputados estaduais do partido de omissão e citou nominalmente Débora Menezes, presente no debate. Segundo ele, a parlamentar teria permanecido “quietinha” durante quatro anos. Omar também mencionou Salazar, a quem atribuiu atuação de fiscalização como vereador.

Em outro momento do trecho, Omar declarou nunca ter sido denunciado e negou a existência de processos contra ele relacionados aos episódios que enumerou, entre eles a operação Maus Caminhos e a Cidade Universitária. Essas afirmações expressam a versão apresentada pelo candidato no debate; o vídeo não traz documentação que permita verificar a situação jurídica dos casos.

A resposta ganhou um tom mais duro quando Omar mencionou um grupo chamado “Amigos da Professora”. Segundo o senador, integrantes desse grupo estariam espalhando inverdades a seu respeito e sendo processados por ele.

Ao responsabilizar politicamente a adversária pelo conteúdo que atribuiu a seus apoiadores, Omar afirmou: “A senhora é da maldade oculta”. Também declarou que as narrativas contra ele seriam criadas pela candidata e por pessoas ligadas a ela.

O trecho termina com o senador afirmando que a Justiça alcançaria os responsáveis. No recorte enviado, não são apresentados os conteúdos das mensagens nem documentos sobre as ações judiciais mencionadas.

O embate colocou em evidência duas estratégias: Maria procurou vincular o adversário a questionamentos sobre sua gestão e apresentar sua candidatura como alternativa de mudança; Omar defendeu sua trajetória e respondeu com críticas à atuação do PL e acusações contra aliados da candidata.

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