Candidata rejeita aproximação com grupo e reforça posição de enfrentamento no segundo turno
Maria do Carmo fecha porta para Cidade e Wilson e diz que devem ficar com Omar

A candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo (PL) endureceu o posicionamento em relação ao governador Roberto Cidade e ao ex-governador Wilson Lima. Segundo informação repassada à reportagem, a professora recusou o apoio dos dois e afirma que eles devem ficar ao lado de Omar Aziz (PSD), seu adversário no segundo turno.
O recado estabeleceu um limite nas articulações políticas: Maria não pretende incorporar as duas lideranças ao seu palanque. A recusa de apoio já havia sido noticiada pelo FOCO NO FATO, com base em informações de fontes internas do PL.
Ao indicar que Cidade e Wilson devem seguir com Omar, a candidata procura colocar os três no mesmo campo político e reforçar sua apresentação como alternativa ao grupo que administra o Amazonas. Essa é a mensagem política do posicionamento, embora não corresponda a uma aliança formal anunciada entre os dois dirigentes do União Brasil e o senador.
A manifestação ocorre em uma semana de rearranjos após o primeiro turno. Oficialmente, a Federação União Progressista no Amazonas decidiu liberar seus integrantes para escolher entre Omar e Maria, sem aderir institucionalmente a nenhuma das candidaturas ao governo. Na eleição presidencial, o grupo anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Portanto, a orientação atribuída a Maria para que Cidade e Wilson fiquem com Omar expressa sua posição sobre os antigos adversários. A decisão partidária divulgada até aqui é de liberdade de escolha na disputa estadual.
O distanciamento também marca uma mudança de tom em relação à noite da apuração. Em entrevista no dia 4 de outubro, Maria havia admitido a possibilidade de reconstruir pontes com adversários, condicionando eventuais alianças à convergência de valores e princípios.
Agora, conforme a informação encaminhada à reportagem, a candidata estabelece uma barreira específica à aproximação com Cidade e Wilson.
A leitura estratégica dessa postura é que Maria pretende preservar o discurso de mudança, evitando dividir o palanque com os principais representantes da administração estadual. A recusa permite manter uma linha de confronto com o governo durante a campanha.
Essa escolha, porém, traz um desafio: conquistar os eleitores dos antigos adversários sem contar com a participação das respectivas lideranças. Recusar o apoio de Cidade e Wilson não impede a candidata de buscar votos entre os cidadãos que escolheram os dois no primeiro turno.
O posicionamento incisivo delimita o palanque que Maria pretende construir. Para a candidata, a ampliação de sua votação deverá ocorrer sem uma composição política com o governador e o ex-governador mesmo diante da necessidade de reunir novos votos para enfrentar Omar no segundo turno.










