Menino veio a óbito após receber superdosagem de medicamento
Médica responsável por superdosagem que levou à morte de menino não tinha especialidade em pediatria

A médica identificada como Juliana Brasil Santos — que prescreveu a superdosagem que acabou levando ao óbito de uma criança de 6 anos — não tinha especialidade em pediatria, conforme registros consultados no Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM).
No carimbo orientando a administração da medicação ao jovem Benício Xavier de Freitas, é possível verificar a especialidade “pediatria”, com o registro CRM-AM/10771. Após consulta ao site do Conselho, consta que a médica não possui “especialidade registrada”.

O Foco tenta contato com a médica para publicar seu posicionamento sobre o caso. Entramos em contato também com o CRM para confirmar se ela, realmente, tem especialidade para atuar na pediatria, mas não houve retorno.
A médica foi responsável por atender o menino Benício Xavier de Freitas, que deu entrada no Hospital Santa Júlia no último sábado (22), com tosse seca e suspeita de laringite.
Segundo a prescrição eletrônica, houve administração do medicamento de 1 mg/ml com orientação de “fazer 3 ml puro de 30/30 min 3x” — quantidade considerada bem superior, levando em conta a idade e o peso da criança.

Logo após a primeira aplicação, a criança começou a passar mal e teve seu quadro agravado de forma acelerada. O menino chegou a gritar: “Mãe, meu coração está queimando”. Por volta de 23h, ele foi intubado e sofreu as primeiras paradas cardíacas. Ao todo, foram seis paradas até o óbito, às 2h55 do último domingo (23).
A família da vítima denuncia o hospital e a equipe responsável pelo atendimento por imperícia médica.
CRM vai investigar o caso
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREM-AM) informou que vai investigar as causas que levaram à morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, ocorrida no último domingo (23), no Hospital Santa Júlia, sob suspeita de imperícia médica.
O jovem deu entrada na unidade hospitalar no último sábado (22), com tosse seca e suspeita de laringite. A médica responsável pelo atendimento da criança, identificada como Juliana Brasil Santos, teria prescrito uma “superdosagem” de adrenalina ao menino.
Segundo a nota publicada pelo CREM-AM, os fatos foram encaminhados ao “Setor de Processos Éticos deste Regional para a devida apuração, tendo sido instaurado procedimento que tramita em caráter sigiloso, nos termos do Código de Processo Ético-Profissional”.
Por fim, o Conselho informou que não divulgará mais informações até o fim da investigação, por conta das regras que regem a profissão.











