Menezes sobe o tom contra Salazar: “Bagulho é termo chulo, coisa para bandido, traficante, marginal”

O debate político no Amazonas ganhou novos contornos nesta semana após a participação do coronel Alfredo Menezes no programa Papo de Política, da Jovem Pan Manaus. Durante a entrevista, o militar da reserva comentou a repercussão da declaração do sargento Salazar, que utilizou o termo “bagulho” em manifestação pública, e não poupou críticas ao vocabulário …

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O debate político no Amazonas ganhou novos contornos nesta semana após a participação do coronel Alfredo Menezes no programa Papo de Política, da Jovem Pan Manaus. Durante a entrevista, o militar da reserva comentou a repercussão da declaração do sargento Salazar, que utilizou o termo “bagulho” em manifestação pública, e não poupou críticas ao vocabulário empregado pelo aliado político.

Em tom firme e direto, Menezes classificou a expressão como inadequada para o ambiente político e institucional, elevando o nível do embate dentro do campo da direita amazonense.

“Bagulho é termo chulo, coisa para bandido, traficante, marginal. Eu falo, digo e aperto o dedo”, afirmou Menezes durante o programa.

Segundo Menezes, o problema não se resume à palavra em si, mas ao simbolismo que ela carrega quando utilizada por figuras públicas que ocupam espaço político relevante. Para ele, lideranças precisam adotar postura compatível com a responsabilidade institucional e com o eleitorado que representam.

A declaração foi interpretada como um recado direto ao sargento Salazar, evidenciando divergências internas no campo conservador do Amazonas especialmente em um momento de reorganização das forças políticas mirando as eleições de 2026.

O episódio revela também uma disputa por narrativa e posicionamento dentro da direita local. Enquanto alguns setores apostam em linguagem mais popular e direta para dialogar com as bases, Menezes defende que o discurso político deve preservar formalidade e firmeza sem recorrer a expressões que, segundo ele, remetem ao universo da criminalidade.

A fala reforça o estilo político do coronel, conhecido por adotar posicionamentos duros e sem filtro, característica que tem marcado suas recentes aparições públicas e que sinaliza a estratégia de fortalecimento de sua imagem junto ao eleitorado conservador.

Nos bastidores, a declaração repercutiu rapidamente entre lideranças políticas e militantes nas redes sociais, ampliando o debate sobre comunicação política e comportamento público de representantes da direita amazonense.

Analistas avaliam que o episódio evidencia um momento de acomodação interna no grupo político, onde diferentes perfis e estilos disputam protagonismo e espaço de liderança para o próximo ciclo eleitoral.

Com a frase “falo, digo e aperto o dedo”, Menezes deixou claro que não pretende recuar do posicionamento, indicando que o embate político e retórico dentro do próprio campo ideológico deve continuar nos próximos meses, à medida que o cenário de 2026 começa a ganhar forma.

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