Moraes procurou Galípolo para intermediar banco Master, diz jornal

Esposa do ministro teria um contrato de R$ 129 milhões com o banco

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A informação de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria intermediado a situação do banco Master junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, caiu como uma bomba nesta segunda-feira (22).

O caso, que vem à tona no auge da polêmica envolvendo o dono do banco, Daniel Vorcaro, pode ser considerado um “escândalo” e foi revelado pela colunista Malu Gaspar, do O Globo.

Moraes teria procurado Galípolo pelo menos quatro vezes: três por ligação e uma presencialmente. Segundo a colunista, Moraes ligava para Galípolo para saber do andamento da operação de venda do banco para o BRB e, em julho deste ano, pediu que o presidente do BC fosse ao seu encontro.

O caso Master ganhou grande repercussão após a prisão de Daniel Vorcaro, em novembro, acusado de aplicar um golpe bilionário, prometendo retorno incompatível com o mercado financeiro. Ele foi solto dias após a prisão.

O ministro da Suprema Corte pressionava a aprovação da compra do banco pelo BRB, que havia sido anunciada em março, mas, diante da complexidade do caso, ele teria recuado da pressão.

O encontro entre Moraes e Galípolo chama atenção, uma vez que a esposa do ministro, Viviane Barci, teria um contrato de R$ 130 milhões com o Master, levantando suspeitas sobre possível atuação do ministro em prol de benefícios da esposa.

O caso teve uma reviravolta após o ministro Dias Toffoli “puxar” para si o processo e decretar sigilo total. O ministro pediu para a Polícia Federal realizar oitivas envolvendo o banco.

O caso do banco Master revelou uma rede de ligações suspeitas envolvendo empresários, políticos e parentes de ministros da Suprema Corte, chamando atenção para a relação espúria entre os poderes.

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