Omar anuncia que não declarará apoio na disputa pela presidência da Aleam

O governador eleito afirma que ficará fora da escolha da Mesa Diretora; Adjuto, Wilker e Rozenha aparecem entre os nomes na disputa

Compartilhar em:

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz, anunciou que não declarará apoio a candidatos na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A posição sinaliza uma disposição de deixar a escolha do próximo presidente sob responsabilidade dos próprios deputados.

A declaração ocorre em meio às articulações para o comando do Legislativo. A publicação aponta três nomes no páreo: Adjuto Afonso, Wilker Barreto e Rozenha. Sem um apoio público de Omar, a disputa tende a colocar em primeiro plano a capacidade de cada parlamentar de construir acordos e reunir votos dentro da Casa.

De acordo com o relato, um jantar na residência de Adjuto Afonso, na zona Oeste de Manaus, teria sido programado para reunir deputados da atual legislatura e parlamentares eleitos. O encontro é apresentado pela publicação como parte da movimentação política pela presidência, mas falta confirmar quais presenças foram confirmadas.

Adjuto é descrito como um articulador de perfil conciliador. Wilker Barreto aparece na disputa com a experiência de ter presidido a Câmara Municipal de Manaus. Já Rozenha, conforme a publicação, mantém articulações pelo comando da Assembleia desde a saída de Roberto Cidade para assumir o governo.

Politicamente, a decisão anunciada por Omar pode abrir espaço para uma negociação conduzida pelas próprias lideranças do Legislativo. Também estabelece uma referência para a relação entre o futuro governo e a Assembleia: diálogo institucional com respeito à autonomia dos deputados.

A ausência de apoio público, entretanto, não permite assegurar que não haverá influência nos bastidores. A própria declaração levanta essa possibilidade, mas não apresenta evidências de uma orientação de Omar em favor de qualquer candidato.

Até aqui, portanto, a posição atribuída ao governador eleito é a de não declarar preferência. A definição da presidência dependerá das articulações e dos votos dos parlamentares, mas isso pode ser um recado indireto de Omar para os deputados no sentido que eles não terão o mesmo espaço na gestão que tiveram com Wilson Lima e Roberto Cidade.

Compartilhar em: