O senador Omar Aziz (PSD-AM), veterano da política amazonense, já tem em mente quem gostaria de enfrentar em 2026: Maria do Carmo. Chamar atenção para uma adversária que nunca exerceu nenhum cargo público e que ainda está em fase de consolidação política é uma jogada que revela mais sobre a estratégia de Aziz do que …
Omar Aziz mira em Maria do Carmo como a “adversária ideal” de 2026

O senador Omar Aziz (PSD-AM), veterano da política amazonense, já tem em mente quem gostaria de enfrentar em 2026: Maria do Carmo. Chamar atenção para uma adversária que nunca exerceu nenhum cargo público e que ainda está em fase de consolidação política é uma jogada que revela mais sobre a estratégia de Aziz do que sobre a força real da sua oponente.
Ao julgar que Maria do Carmo é a adversária ideal, Omar Aziz dá um recado claro: prefere medir forças contra alguém sem histórico de gestão, sem mandato e sem a máquina política consolidada. Trata-se de um cálculo pragmático. Enfrentar uma novata é mais confortável do que duelar com figuras experientes, que conhecem as engrenagens da política local e têm lastro eleitoral comprovado, como Coronel Menezes e o deputado federal Alberto Neto.
O que Aziz talvez não admita é que, ao mesmo tempo em que tenta nos bastidores diminuir Maria do Carmo por sua falta de experiência, ele pode estar projetando-a como nome viável. No cenário político, ser “preferida” por um cacique como Omar é quase um selo de relevância. O eleitorado insatisfeito com a velha política pode enxergar justamente nessa falta de experiência uma virtude, algo que rompe com os vícios da classe política tradicional.
Omar Aziz, que já enfrentou adversários de peso e quase sempre perdeu, agora mira em alguém que ainda nem foi testada nas urnas em disputas majoritárias. Isso pode ser interpretado como estratégia, mas também como receio de um cenário em que nomes mais estruturados possam ameaçar sua eleição em 2026.
Em resumo, ao ver Maria do Carmo como “adversária ideal”, Omar Aziz joga com a lógica da conveniência. Porém, a política tem mostrado que figuras tidas como “frágeis” podem se tornar protagonistas quando encontram no eleitorado o sentimento de ruptura com a velha ordem. Aziz aposta na previsibilidade, mas pode acabar alimentando justamente a narrativa que mais teme: a do crescimento de uma nova liderança fora do seu controle.











