Programa eleitoral apresenta o senador como gestor experiente, critica os últimos 12 anos e busca convencer o eleitor de que o Estado perdeu capacidade de realizar grandes entregas
Omar usa experiência como ativo e tenta vender a volta ao governo como reconstrução do Amazonas

O programa eleitoral de Omar Aziz procura transmitir uma mensagem central: o Amazonas teria parado de avançar depois de sua passagem pelo governo e precisaria novamente de um gestor experiente para reconstruir os serviços públicos.
Ao contrário de Roberto Cidade, que aposta na proximidade e na emoção, e de Maria do Carmo, que tenta representar a ruptura com a política tradicional, Omar escolhe valorizar sua trajetória administrativa. A experiência, alvo de críticas dos adversários, é apresentada como sua principal credencial.
O candidato procura estabelecer uma comparação entre o período em que governou o Amazonas e as administrações que vieram depois. Segundo a narrativa do programa, há 12 anos o Estado não constrói um novo hospital, praticamente não entrega novas escolas e deixou de realizar grandes obras de infraestrutura.
Embora não mencione diretamente Roberto Cidade ou Wilson Lima, o programa responsabiliza as últimas gestões pela deterioração dos serviços públicos.
A fila do Sisreg, a insegurança e as dificuldades encontradas pela população na saúde são utilizadas para sustentar a tese de que o problema do Amazonas não seria falta de recursos, mas ausência de competência administrativa e de prioridade.
A estratégia permite que Omar ataque o governo atual e seu antecessor sem transformar o programa inteiro em um confronto pessoal. O foco permanece na comparação entre modelos de gestão.
Omar quer convencer o eleitor de que conhece a estrutura do Estado, sabe como administrar o orçamento e possui capacidade política para retomar investimentos.
A campanha busca transformar o passado em uma espécie de garantia para o futuro. A mensagem é que o candidato já governou, conhece os problemas e não precisaria de um período de aprendizado para começar a agir.
Nesse contexto, a presença de Alessandra Campelo também contribui para reforçar o discurso social da chapa, especialmente nas áreas de proteção às mulheres e assistência às famílias.
O programa, portanto, apresenta Omar como o candidato da reconstrução. A mensagem pretendida é objetiva: o Amazonas perdeu capacidade de realizar grandes entregas e precisa de alguém experiente para reorganizar o governo.
O desafio dessa estratégia será convencer o eleitor de que a experiência representa solução, e não apenas o retorno de um personagem tradicional da política amazonense









