Pesquisa revela equilíbrio na disputa presidencial, 2º turno aberto ao governo e 2 candidatos conservadores ocupando as vagas do Senado
Pesquisa mostra polarização no AM: Flávio, Cidade, Alberto e Wilson ameaçam derrotar Lula, Omar, Braga e Plínio

A polarização nacional desembarcou definitivamente no Amazonas. A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (26) mostra que as eleições de 2026 começam a ganhar contornos de um confronto direto entre dois grandes campos políticos.
De um lado estão Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, Roberto Cidade na disputa pelo Governo e a dupla Alberto Neto e Wilson Lima para o Senado. Do outro aparecem Lula, Omar Aziz, Eduardo Braga e Plínio Valério nomes que, embora não integrem necessariamente uma única aliança formal, encontram-se posicionados no campo adversário do grupo que busca concentrar o voto conservador.
Os números não decretam vencedores, mas revelam algo politicamente relevante: os quatro candidatos ligados à Direita ou apoiados por esse eleitorado possuem condições reais de derrotar seus principais adversários.
Na eleição presidencial, Lula aparece com 40% e Flávio Bolsonaro com 39% no primeiro turno, configurando empate técnico. A mudança mais significativa ocorre na simulação de segundo turno: Flávio alcança 43%, enquanto Lula registra 41%.
A diferença também está dentro da margem de erro, mas a vantagem numérica de Flávio mostra que o Amazonas poderá novamente se posicionar como um dos principais territórios eleitorais da Direita na Região Norte.
O resultado desmonta qualquer expectativa de vitória confortável do presidente no estado. Mesmo contando com uma poderosa estrutura política formada por Omar Aziz, Eduardo Braga e seus aliados, Lula não consegue abrir vantagem sobre o candidato apoiado pelo bolsonarismo.
Na corrida pelo Governo, Omar mantém a liderança do primeiro turno com 34%, seguido por Roberto Cidade, com 22%, e Maria do Carmo, com 21%. David Almeida aparece mais distante, em quarto, com 14%.
O cenário decisivo, entretanto, mostra uma eleição completamente aberta. Em eventual segundo turno, Omar alcança 42% contra 41% de Cidade. A diferença de apenas um ponto representa empate técnico e coloca o governador em condições concretas de virar a disputa.
Cidade ainda vence David por 44% a 34% e aparece numericamente à frente de Maria do Carmo por 38% a 36%, também em empate técnico.
Os dados indicam que Omar ainda carrega uma vantagem construída por sua elevada exposição e pelo histórico eleitoral, mas deixa de ser um candidato inalcançável. Quando a disputa é reduzida a dois nomes, Cidade praticamente elimina toda a distância registrada no primeiro turno.
É na corrida pelas duas vagas do Senado que o avanço do campo conservador aparece de maneira ainda mais evidente.
No resultado consolidado do primeiro e do segundo votos, Alberto Neto lidera com 24%. Wilson Lima ocupa numericamente a segunda vaga, com 19%, enquanto Eduardo Braga aparece em terceiro, com 18%. Plínio Valério registra 14%.
Com esse resultado, Alberto e Wilson seriam os eleitos se a votação acontecesse agora. Braga, mesmo apoiado por Lula e concorrendo à reeleição, ficaria fora do Senado. Wilson e Braga estão tecnicamente empatados, mas a posição numérica do ex-governador acende um sinal de alerta no grupo governista.
Alberto lidera tanto entre os primeiros votos, com 28%, quanto entre os segundos, com 20%. Wilson, por sua vez, demonstra força especial como segunda escolha: alcança 18%, à frente de Plínio, com 15%, e Braga, com apenas 13%.
Esse comportamento sugere a formação de uma dobradinha competitiva entre Alberto e Wilson. Enquanto o candidato do PL concentra o voto mais identificado com o bolsonarismo, Wilson cresce como alternativa para a segunda escolha do eleitor conservador.
A Real Time Big Data indica que as três disputas começam a se conectar. O voto presidencial poderá influenciar a escolha para o Governo e, principalmente, a definição das duas vagas do Senado.
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno. Cidade empata com Omar e pode derrotá-lo. Alberto lidera para o Senado, enquanto Wilson ocupa a segunda colocação e ameaça diretamente a reeleição de Braga. Plínio, embora declare voto em Flávio, permanece atrás dos dois nomes mais identificados atualmente com a Direita amazonense.
O levantamento não permite afirmar que exista uma chapa única ou uma aliança formal entre todos esses candidatos. Politicamente, porém, os números desenham dois campos cada vez mais visíveis.
A eleição deixa de ser apenas uma disputa entre nomes isolados e passa a refletir o enfrentamento nacional entre lulismo e bolsonarismo. Nesse novo tabuleiro, Flávio, Cidade, Alberto e Wilson surgem com força suficiente para impor derrotas a Lula, Omar, Braga e Plínio.
A polarização chegou ao Amazonas e, segundo a Real Time Big Data, a Direita entra na fase decisiva da campanha em condições reais de vencer nos três níveis da disputa.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os levantamentos estaduais e presidencial foram registrados na Justiça Eleitoral sob os números AM-09965/2026 e BR-09140/2026.










