PF diz ao STF que apura se filho de Lula foi ‘sócio oculto’ do Careca do INSS

Lulinha teria recebido mesada de R$ 300 mil do empresário

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Novidades na possível participação de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, no escândalo bilionário do INSS vieram à tona nesta quarta-feira (7), após a Polícia Federal investigar a possibilidade de Lulinha ser sócio oculto de Antonio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é o pivô do escândalo.

O nome de Lulinha já figurava como suposto envolvido no caso. Inclusive, a CPMI do INSS havia solicitado a convocação do filho mais velho do presidente para prestar esclarecimentos, mas o requerimento foi derrubado. A novidade do caso foi divulgada amplamente pela imprensa.

Segundo as informações preliminares, Lulinha teria recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS, repassada por meio de sua amiga, Roberta Luchsinger. Em uma conversa interceptada pela PF, o lobista avisou que o valor seria para o “filho do rapaz”.

A PF investiga se Lulinha seria “sócio oculto” do lobista e se sua amiga teria atuado como intermediária. Apesar das ligações, a PF afirma que, até agora, não foi encontrado nenhum elemento que indique sua participação direta nos fatos sob investigação.

A defesa de Lulinha e da empresária nega qualquer envolvimento no caso. A investigação foi remetida ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.

Diante de uma nova operação da PF realizada no fim do ano passado, a CPMI do INSS vai votar novamente a convocação de Lulinha no retorno dos trabalhos legislativos, em fevereiro.

Os desvios irregulares nas contas de aposentados e pensionistas do INSS se tornaram um dos maiores escândalos da história do Brasil. Segundo a PF, os valores desviados ultrapassam R$ 6 bilhões.

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