A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (17) o inquérito sobre o aparelhamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a espionagem de opositores durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Desde as investigações, o caso é conhecido como “Abin paralela”.O ex-presidente, o ex-diretor-geral da Agência Alexandre Ramagem (hoje, deputado federal do PL-RJ) e o vereador …
PF indicia Bolsonaro, Carlos e Ramagem no inquérito da ‘Abin Paralela’

A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (17) o inquérito sobre o aparelhamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a espionagem de opositores durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Desde as investigações, o caso é conhecido como “Abin paralela”.
O ex-presidente, o ex-diretor-geral da Agência Alexandre Ramagem (hoje, deputado federal do PL-RJ) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) estão entre os indiciados pela investigação. Ao todo, mais de 30 pessoas foram indiciadas.
Segundo o inquérito, a Abin foi aparelhada por um esquema de espionagem ilegal para atender a interesses políticos e pessoais de Bolsonaro e integrantes de sua família. Além de Bolsonaro, Carlos, Ramagem e Luiz Fernando, outras 31 pessoas foram indiciadas.
Para a PF, o ex-presidente sabia do esquema de espionagem e, inclusive, se beneficiava dele. Já Ramagem e outras pessoas ligadas a Bolsonaro são apontadas como as responsáveis por montar o esquema de monitoramento ilegal. Vale lembrar que Ramagem foi diretor da Abin durante o governo Bolsonaro.
A atuação de Luiz Fernando Corrêa se deu por obstrução de Justiça.
Além disso, as investigações apontaram que policiais, servidores e funcionários da Abin formaram a organização criminosa com objetivo de monitorar pessoas e autoridades públicas. Nela, celulares e computadores foram invadidos durante a gestão de Bolsonaro.
Os alvos da espionagem eram autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo, jornalistas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Fonte: Estadão Conteúdo











