O gabinete de segurança israelense autorizou, nessa quinta-feira (07), o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para ocupar integralmente a Faixa de Gaza. Na prática, porém, ainda não está claro o que isso significa e como esse projeto será viabilizado. Apesar de grande oposição internacional e também interna em Israel, o premiê israelense opta por uma …
Plano de ocupação total de Gaza inclui deslocar 900 mil palestinos

O gabinete de segurança israelense autorizou, nessa quinta-feira (07), o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para ocupar integralmente a Faixa de Gaza. Na prática, porém, ainda não está claro o que isso significa e como esse projeto será viabilizado. Apesar de grande oposição internacional e também interna em Israel, o premiê israelense opta por uma estratégia ainda mais dramática quase dois anos após o início da guerra.
O plano deve ser executado em etapas, ou seja, não levará a uma ocupação imediata de toda a Faixa de Gaza. Essa abordagem gradual se deve aos alertas recorrentes do chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Eyal Zamir, que tem repetidamente alertado a cúpula política sobre os riscos práticos que este plano representa.
Segundo o Canal 12 de Israel, o detalhamento das fases deverá ser o seguinte: o primeiro passo será a retirada dos cerca de 900 mil palestinos que vivem na Cidade de Gaza, o que representa metade da população total; depois, viria a ocupação da Cidade de Gaza; e por fim, caso o Hamas não aceite retornar à mesa de negociações, a ocupação integral da Faixa de Gaza. Israel já controla 75% do território palestino.
“As vidas dos reféns estarão em perigo e não há como garantir que eles não serão afetados. Nossas forças estão esgotadas, o equipamento militar precisa de manutenção e há problemas humanitários e sanitários em Gaza”, alertou Zamir durante a reunião, segundo o Canal 13 de Israel.
Há a possibilidade de anexar de forma permanente a zona tampão que Israel mantém desde o início da guerra junto à cerca da fronteira, chamada de “perímetro”. Essa questão representa também um dos impasses nas negociações com o movimento radical palestino, que, neste momento, estão paralisadas.
Israel queria manter, durante o cessar-fogo com o Hamas, o controle de dois quilômetros em todo o contorno da Faixa de Gaza, de forma a impedir a aproximação de palestinos da cerca que divide os territórios. O Hamas aceitava conceder 800 metros. Israel então recuou e apresentou mapas estabelecendo o controle de entre 1,2 km e 1,4 km. Mas a situação não foi resolvida e o processo está estagnado.
Fonte: Metrópoles











