Senado vai disputar a reeleicao no pleito deste ano
Proximidade de Plínio Valério com Omar Aziz ameaça afastá-lo do segundo voto da Direita em Manaus

A proximidade política entre os senadores Plínio Valério e Omar Aziz pode se transformar em um dos principais obstáculos para Plínio na disputa pela reeleição. Embora tenha declarado voto em Flávio Bolsonaro para a Presidência da República, o parlamentar enfrenta grande resistência entre eleitores conservadores que não esquecem sua relação histórica com Omar, um dos dois maiores aliados de Lula no Amazonas.
Na eleição para o Senado, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Esse cenário abriu uma disputa particular pelo chamado “segundo voto” da Direita, especialmente em Manaus, onde o eleitorado conservador possui presença expressiva e tende a avaliar não apenas discursos recentes, mas também alianças e trajetórias políticas.
Plínio tenta se apresentar como alternativa nesse campo ao defender pautas conservadoras, criticar o governo federal e manifestar apoio a Flávio Bolsonaro. Entretanto, a ligação mantida com Omar Aziz provoca desconfiança desconfiança generalizada na Direita amazonense.
O problema para Plínio é que Omar não representa apenas um adversário eleitoral desse segmento. Ele integra o bloco político ligado ao presidente Lula no Amazonas e mantém aliança com Eduardo Braga, MDB, PT e Republicanos. Assim, qualquer gesto de proximidade entre os dois senadores pode ser explorado pelos concorrentes como sinal de que Plínio estaria politicamente mais perto desse grupo do que deseja admitir durante a campanha.
A resistência também aumenta porque existem outros candidatos disputando diretamente o voto conservador. Alberto Neto aparece como representante oficial do PL e conta com o apoio de Flávio Bolsonaro, enquanto Wilson Lima busca consolidar sua identificação com a Direita por meio de posições firmes e de uma campanha intensa em Manaus e no interior.
Nesse ambiente, o eleitor conservador pode concentrar suas duas escolhas em nomes vistos como mais claramente alinhados ao mesmo projeto político. Plínio, apesar de sua declaração de apoio a Flávio, corre o risco de ficar fora dessa composição justamente por causa da proximidade com Omar.
A questão que deverá acompanhar o senador durante toda a campanha é simples: sua declaração de voto para presidente será suficiente para superar uma relação política construída ao longo dos anos?
Por enquanto, a ligação com Omar Aziz funciona como uma sombra sobre sua estratégia. Se não conseguir esclarecer seu posicionamento e estabelecer uma distância política convincente, Plínio poderá perder espaço na batalha pelo segundo voto da Direita em Manaus um voto que pode ser decisivo para definir as duas vagas do Amazonas no Senado.











