Deputado federal vai na frente nas pesquisas
Real Time confirma Alberto Neto na liderança para senado e empate pela 2ª vaga no AM

A corrida pelo Senado no Amazonas começa a ganhar contornos cada vez mais definidos e, ao mesmo tempo, imprevisíveis. Pesquisa do instituto Real Time Big Data escancara um cenário com um líder consolidado e uma verdadeira batalha aberta pelas vagas restantes.
O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) aparece na dianteira em todos os cenários testados, rompendo a inércia do tabuleiro político e se firmando como o nome mais competitivo até aqui. Com 23% e 24% das intenções de voto, ele não apenas lidera, ele dita o ritmo da disputa.
A segunda colocação se transformou em um campo minado eleitoral, com empate técnico triplo envolvendo nomes de peso como Eduardo Braga (MDB), Plínio Valério (PSDB) e, dependendo do cenário, até o governador Wilson Lima (União Brasil). A diferença entre eles está dentro da margem de erro, o que indica uma disputa voto a voto, sem qualquer margem para erro estratégico.
Outro dado que chama atenção é a fragmentação do eleitorado. Nomes como Delegado Costa e Silva (PL), Marcos Rotta e Marcelo Ramos (PT) aparecem mais atrás, mas ainda com potencial de influência no resultado final, especialmente considerando o alto índice de indecisos e votos nulos.
Quando o eleitor é obrigado a escolher dois nomes, como ocorrerá em 2026, o cenário se torna ainda mais complexo. Alberto Neto segue liderando com folga no primeiro voto, mas o segundo voto revela um jogo completamente aberto, com oscilações importantes entre os concorrentes.
O que a pesquisa mostra, na prática, é um novo desenho político no Amazonas com Alberto Neto consolidado como o principal nome da Direita na disputa pelo Senado e a velha guarda política, representada por Braga e aliados, ainda resistindo, mas já não domina o cenário. A briga pelo segundo voto será decisivo e deve definir o destino da eleição.
A eleição para o Senado no Amazonas deixou de ser previsível. Agora, é uma guerra aberta. E, nesse jogo, errar pode custar uma cadeira em Brasília.











