Recesso termina, e vereadores de Manaus voltam a cobrar gestão David Almeida

Infraestrutura precária, falhas na saúde e corte de árvores dominaram a retomada dos trabalhos na Câmara Municipal de Manaus

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A Câmara Municipal de Manaus (CMM) retomou os trabalhos legislativos nesta segunda-feira (04), após quase um mês de recesso, e o retorno foi marcado por críticas diretas à gestão do prefeito David Almeida (Avante). Vereadores usaram a tribuna para cobrar respostas da prefeitura nas áreas de infraestrutura, saúde pública e meio ambiente, temas considerados essenciais e que, segundo os parlamentares, seguem sem soluções efetivas.

O vereador Zé Ricardo (PT) criticou a ausência de uma política municipal estruturada para a gestão de resíduos sólidos. Ele apontou o acúmulo de lixo em diversos bairros como reflexo da falta de planejamento da Prefeitura.

“Em várias partes da cidade, o que se vê é o lixo tomando conta. O problema é grave e não se resolve apenas com ações pontuais de limpeza. Manaus precisa de uma política séria de gestão de resíduos sólidos, com reciclagem, com coleta seletiva, com geração de emprego e renda. Mas a prefeitura parece não entender nada disso”, cutucou.

Na área da saúde, o vereador Capitão Carpê (PL) denunciou a situação de uma Unidade de Saúde da Família (USF) inaugurada em abril, ao custo de cerca de R$ 4,5 milhões, que não está em pleno funcionamento por falta de dentistas. Carpê também cobrou a convocação de cerca de 30 mil aprovados no concurso da Secretaria de Saúde (Semsa), que seguem sem nomeação.

Já o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas), no último sábado (2), criticou a remoção de árvores na avenida do Turismo, zona Oeste de Manaus, e acusou a gestão municipal de agir na contramão dos compromissos ambientais assumidos pela cidade para a COP30.

“Eu pergunto quanto à COP30: vai continuar sendo só discurso, politicagem, e na prática vamos continuar vendo aqui debaixo do nosso nariz a Prefeitura de Manaus destruindo o verde? O prefeito David Almeida mais uma vez agindo como inimigo do meio ambiente”, disse Guedes.

Além das cobranças, a retomada das atividades da Câmara também foi marcada por críticas ao próprio calendário legislativo. Os parlamentares haviam antecipado o recesso de julho ao realizarem sessões extraordinárias em junho, encurtando na prática o período de trabalho parlamentar regular. A manobra gerou questionamentos e foi vista como tentativa de esvaziar o debate em meio a temas polêmicos envolvendo a administração municipal.

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