A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) elevou, nesta terça-feira (31), sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) da região neste ano. Agora, a entidade espera um crescimento de 5,9%, ante 5,2% estimados em um relatório publicado em julho. Esta foi a segunda revisão para cima consecutiva feita pela Cepal, …
RETOMADA ECONÔMICA: Cepal eleva previsão de crescimento para PIB da América Latina em 2021. A entidade espera um crescimento de 5,9% para este ano, ante 5,2%; para 2022, a expectativa de crescimento da atividade foi mantida em 2,9%.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) elevou, nesta terça-feira (31), sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) da região neste ano. Agora, a entidade espera um crescimento de 5,9%, ante 5,2% estimados em um relatório publicado em julho.
Esta foi a segunda revisão para cima consecutiva feita pela Cepal, que em abril calculava que as economias da região cresceriam 4,1% neste ano. Para 2022, a previsão da taxa de crescimento da região foi mantida em 2,9%, o que representa uma forte desaceleração no ritmo de recuperação.
A secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, destacou, em entrevista coletiva, que a recuperação é desigual dentro da região, repetindo um cenário observado globalmente. Apenas nove dos 33 países da região atingirão os níveis de PIB pré-pandemia neste ano, entre eles Brasil e Chile. Outros cinco voltarão aos patamares de 2019 em 2022 e os demais apenas em 2023.
Bárcena destacou que o crescimento esperado para 2021 pode ser explicado principalmente pela baixa base de comparação, já que a economia da região se contraiu 6,8% em 2020 por causa da pandemia de covid-19. Efeitos positivos derivados da demanda externa e a alta dos preços das commodities foram outros fatores que motivaram a nova revisão para cima nas previsões de 2021.
Brasil
Para o Brasil, a Cepal elevou a expectativa de crescimento em 2021 de 4,5% para 5,2%. Em 2022, a entidade espera que o PIB cresça 2,2%, em um ritmo mais lento que o esperado para a região como um todo. Os números estão próximos à mediana do mercado financeiro. No último Relatório Focus, publicado pelo Banco Central, a expectativa é que a economia brasileira avance 5,22% em 2021 e 2% em 2022.
Bárcena reiterou que os países da América Latina e do Caribe precisam resolver uma série de problemas estruturais para promover um crescimento sustentável nos próximos anos. Dois pontos em especial — investimentos e produtividade — precisam de atenção especial dos governos da região.
O relatório Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2021, publicado hoje pela Cepal, mostra que esses problemas estruturais se agravaram com a pandemia e continuarão limitando a recuperação da atividade econômica. Antes da covid-19, a região vinha com uma trajetória de estagnação, crescendo a uma taxa média de 0,3% entre 2014 e 2019.
Além das incertezas da pandemia e do lento avanço da vacinação, a recuperação na América Latina pode ser afetada pelos ajustes nas políticas monetárias expansionistas dos países desenvolvidos, o que pode dificultar as condições financeiras da região, explicou Bárcena.
Segundo Bárcena, é importante também que os países mantenham as políticas de transferências emergenciais adotadas durante a pandemia e implementem medidas para aumentar suas receitas tributárias, combatendo, por exemplo, a evasão fiscal. Entre janeiro e junho, os planos apresentados pelos países representaram 2,2% do PIB regional.
O desemprego na região deve chegar a 11% neste ano, contra 10,5% de 2020. Entre as mulheres, a previsão é que a taxa chegue a 12,7% neste ano, 3 pontos percentuais a mais do que a calculada para os homens.
Fonte: Valor Econômico









