Silêncio acontece após vereador atacar publicamente ministro no ato “Reaja Brasil”
Salazar muda o tom e se cala após prisão domiciliar de Bolsonaro. Medo de Moraes?

Um dia depois de atacar publicamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o vereador de Manaus Sargento Salazar (PL) optou pelo silêncio diante da decisão que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar nesta segunda-feira (4).
A mudança de tom acontece após rumores de que ele poderia estar na mira da Corte por suas declarações. A suposta motivação seria a fala agressiva feita por Salazar durante o ato “Reaja Brasil”, no domingo (3), na Ponta Negra, em Manaus. Na ocasião, o vereador, ao se referir ao ministro, disparou:
“Pau no cabeça de ovo, aquele leproso”, inflamando apoiadores e chamando atenção nacional para o episódio.
O discurso exaltado contrastou com a postura que Salazar vinha adotando anteriormente, quando foi criticado por lideranças da direita e aliados do PL por não se posicionar diante das medidas cautelares impostas a Bolsonaro no mês passado. O discurso no protesto parecia marcar uma virada em sua atuação dentro da sigla, aproximando-se do bolsonarismo mais combativo.
Contudo, menos de 24 horas após o ataque a Moraes, Salazar voltou ao silêncio, sem comentar a prisão domiciliar de Bolsonaro, diferentemente de outros parlamentares da sigla que reagiram publicamente em defesa do ex-presidente.
Nos bastidores, especula-se que o recuo seja motivado pelo receio de uma possível investigação do STF. Circulou a informação de que o ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado Marcelo Ramos (PT) teria enviado uma representação contra Salazar à Corte. Ramos negou qualquer envolvimento com ações formais contra o vereador.
O silêncio de Salazar, um dos vereadores mais votados de Manaus, chamou atenção dentro do próprio Partido Liberal, sobretudo por ocorrer no mesmo dia em que a base bolsonarista reagiu em peso à decisão do Supremo.











