Vice-governador e candidato à reeleição apresentou como proposta a ampliação do programa Amazonas Meu Lar, readequação do Cetam para formar mão de obra qualificada e união de esforços com demais entes da federação para desburocratizar e agilizar processos
Serafim Corrêa propõe ampliar diálogo com o setor da construção civil para dinamizar a infraestrutura do AM

O vice-governador do Amazonas e candidato à reeleição, Serafim Corrêa (PSB), participou nesta quarta-feira (23) de reunião com representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Amazonas (Senge-AM), do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado do Amazonas (Creci-AM) e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (Cau-AM). Em virtude de compromissos de campanha, o governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (UB), não pôde participar do evento.
Empresários e profissionais da área de construção questionaram o vice-governador sobre gargalos que tem interferido na evolução do setor produtivo, que emprega mais de 30 mil trabalhadores com carteira assinada no estado.
Os empresários solicitaram a criação de uma Companhia de Habitação, que teria o papel de selecionar e adquirir terrenos para a construção de moradias populares; desoneração tributária de itens essenciais para a produção como formas; combate a taxa da pouca água; desburocratização e uniformização de processos dos entes públicos.
Ajustes na máquina pública
Serafim, após ouvir atentamente às reivindicações, explicou que o Estado passa por um momento de ajuste fiscal em que está equilibrando as despesas e recorrendo à justiça para receber de grandes contribuintes que tem dívidas milionárias em atraso. “Neste ano, já pagamos mais de R$ 25 bilhões e mesmo assim ainda não liquidamos todas as contas”, explicou o vice-governador.
Diante disso, Serafim propôs levar a demanda da habitação relacionada a terrenos para o governo trabalhar dentro de um órgão existente, já que não há a possibilidade de elevar os gastos com a implantação de um novo setor e que mais investimentos na construção de moradias populares também depende do aumento dos recursos do estado.
Quanto a redução da carga tributária, Corrêa, que é economista por formação, salientou que tal medida depende do aval positivo do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que reúne todos os 27 entes federados.
Serafim adiantou que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) suspendeu a taxa da pouca água, uma sobretaxa de até R$ 9,7 mil (ou cerca de US$ 5 mil) por contêiner cobrada por empresas de navegação sobre o transporte de cargas com destino ou origem em Manaus durante os períodos de estiagem severa na Amazônia.
O vice-governador propôs ampliar o diálogo entre a iniciativa privada e o poder público a fim de destravar processos e agilizar a liberação de licenciamentos, além de resolver questões emergenciais como a localização dos Distritos 3 e 4 que receberão as fábricas que irão se instalar em Manaus nos próximos anos.
“Eu e o governador Roberto Cidade estamos sempre dispostos a ouvir e trabalhar em conjunto para resolver os problemas que afligem o nosso estado e o nosso povo. Todos aqui têm a liberdade de apresentar suas sugestões, que iremos atender conforme o possível”, disse Serafim.









