Mudança no regimento interno levantou discussão na Casa
Vereador Amauri Gomes cita apenas 3 dias de trabalho para votar contra sessões remotas na CMM

“Não à votação híbrida, isso é um absurdo. Temos apenas três dias para representar a população, ainda querem botar a gente para ficar mais tempo em casa.” Foi com esse discurso que o vereador Amauri Gomes (União) se posicionou contra o projeto de lei que cria sessões híbridas ou remotas na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
O vereador lembrou que a Casa realiza apenas três sessões por semana (de segunda a quarta), em um curto horário das 9h30 às 12h. Apesar do pouco tempo de trabalho legislativo, os vereadores recebem R$ 26 mil mensais — renda que os coloca entre o 1% mais rico do Brasil — além de R$ 33 mil do Cotão e verbas para gastos com assessores.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1, que rege a grande maioria dos trabalhadores brasileiros — pagadores de impostos que financiam os próprios parlamentares.
A sessão da manhã desta segunda-feira (17) foi marcada por um embate acalorado em torno da proposta. O presidente da Casa, David Reis (Avante), defendeu a aprovação da medida citando fenômenos climáticos que podem afetar as sessões.
Por outro lado, a oposição se mostra contrária à matéria, afirmando que a proposta pode servir como um “escudo” para vereadores que votam a favor de pautas consideradas negativas pela população.
Segundo o texto, as sessões remotas ou híbridas só ocorreriam em situações de emergência ou calamidade decretadas pelos poderes Executivos municipal, estadual ou federal, e ainda precisariam ser aprovadas pelo plenário da Casa.











