Vereadores defendem Manaus como subsede da COP-30 mesmo com falhas na infraestrutura básica

Elevados preços de hospedagem em Belém levaram a vereadores apresentarem ideia

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Mesmo sem a Prefeitura de Manaus, sob gestão do prefeito David Almeida (Avante), conseguir resolver problemas estruturais básicos da capital amazonense, vereadores da cidade defenderam nesta terça-feira (5) que Manaus seja considerada subsede da COP-30, após a repercussão negativa dos elevados preços de hospedagem em Belém (PA), sede oficial do evento.

Durante sessão na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Diego Afonso (União) afirmou que a capital do Amazonas possui condições de abrigar parte da conferência climática e chegou a dizer que Manaus “tranquilamente” poderia ser sede principal da COP-30.

“Manaus tem condições necessárias de subsidiar uma subsede da COP. Tinha condições tranquilamente de ser uma sede da COP-30. Manaus precisa estar nessa rota e se irmanar com Belém, para que a gente possa discutir e estar na pauta de soluções sustentáveis e climáticas do país e do mundo”, afirmou Afonso.

A declaração acontece em meio às críticas internacionais aos altos preços cobrados em Belém, que ultrapassaram R$ 200 mil por diária e chegaram a pacotes de até R$ 2,2 milhões. A situação gerou pressão internacional e levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a cogitar a mudança da sede. O governo federal teve que intervir com medidas emergenciais, como controle de preços, navios-hotel e alojamentos alternativos.

Ainda na sessão, o vereador Saimon Bessa (União) defendeu que este não seria o momento de criticar Belém, e sim de unir esforços para garantir o sucesso da COP-30 no Brasil.

“Não é momento de criticar Belém, mas sim se unir para que, de fato, esse evento aconteça e tenha uma certa efetividade. Que ali os assuntos que sejam tratados sejam bem sucedidos, que possam melhorar a questão da sustentabilidade, da bioeconomia, inclusive que a gente possibilite que pessoas que não tenham condições financeiras possam participar do evento também”, disse.

Apesar das manifestações na CMM, a administração municipal de Manaus não tem conseguido solucionar questões básicas, como o asfaltamento de ruas em situação precária, o que levanta questionamentos sobre a real capacidade da cidade de sediar um evento de grande porte.

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