Visita em áreas de risco em Manaus expõe abandono, obra parada e omissão do poder público

Órgãos de controle foram acionados para as devidas providências

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Uma visita técnica realizada na rua Topázio, expôs ainda mais o abandono, omissão por parte do poder público e obras paradas, após a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional (CINDRE) dos Câmara dos Deputados. A visita de fiscalização ocorreu nessa quinta feira (09).

Intervenções interrompidas, famílias vivendo com alto risco iminente de deslizamentos, erosões e alagamentos foram identificados. Um dos casos mais críticos foi na rua Topázio, com obra de aporte de R$ 67,1 milhões, anunciada pela Prefeitura de Manaus, que mesmo assim continua paralisada.

De acordo com o técnico da Defesa Civil do município, Renato Martins, justificou que a paralisação das obras acontecem em razão de um impasse ambiental, pois não há licenciamento para a continuidade da construção.

Foi identificada também no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus, uma erosão avançada que já destruiu mais de 10 casas no local e ameaça derrubar outras residências. Segundo denúncias, o problema iniciou há cerca de dois anos, sem a tomada de medidas por parte da prefeitura e, e nem o envio de recursos.

De acordo com as denúncias, foram destinados mais de R$ 34 milhões para a Defesa Civil para ações de prevenção, resposta e mitigação de desastres no local. Porém, apesar do valor milionário enviado, outras áreas do Mauazinho continuam no mesmo cenário. Segundo relatos, o avanço do barranco evoluiu após obras de drenagem mal executadas e agravaram a erosão, com risco de desmoronamentos frequentes após o período de chuva.

A visita foi realizada após o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) protocolar requerimento da comissão da Câmara Federal, por encontrar o descaso no local. Em 27 de dezembro de 2024, o parlamentar enviou o Ofício 155/2024 à Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social (Semseg) alertando sobre o risco de novos deslizamentos na área da antiga ocupação, mas, até o momento, não houve resposta da prefeitura.

O parlamentar afirmou que vai acionar o Tribunal de Contas do Amazonas, o Ministério Público do Amazonas e a Defensoria Pública (DPE-AM), além de avaliar medidas judiciais para garantir respostas imediatas para o abandono do local. E questionou a ausência de recursos federais em algumas áreas e a demora na execução de obras já financiadas.

Hoje, Manaus somam 438 setores e atingem cerca de 112 mil pessoas, expondo o cenário de desafios que a população manauara enfrenta para sobreviver, principalmente em períodos chuvosos ao longo dos anos.

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