Única mulher eleita pelo PL para a próxima legislatura, deputada ganha força na discussão sobre o comando da Assembleia pelo apoio à candidata ao governo
Vitória de Maria do Carmo pode levar Débora Menezes à presidência da Aleam

Uma eventual vitória de Maria do Carmo (PL) ao Governo do Amazonas pode abrir caminho para Débora Menezes (PL) disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O envolvimento da parlamentar na campanha e sua identificação com a direita são fatores que sustentam essa possibilidade, já mencionada nas análises sobre a sucessão da Casa.
Débora foi reeleita com 68.438 votos, a segunda maior votação para deputada estadual no Amazonas. Ela será a única mulher na bancada do PL, que também contará com Delegado Péricles e Cabo Maciel. O resultado lhe dá representatividade eleitoral, embora a escolha da presidência dependa de uma articulação própria entre os parlamentares.
O apoio a Maria do Carmo acrescenta um componente político à discussão. Débora acompanhou a candidata no debate da TV Norte, em 13 de outubro, reforçando sua presença na campanha do segundo turno e a proximidade com o projeto do partido para o Executivo estadual.
Em coluna publicada nesta quarta-feira (21), a Rede Onda Digital apontou Débora como o principal nome que poderia receber o respaldo de Maria para comandar a Aleam em caso de vitória. A publicação também destacou que a deputada teria de enfrentar resistências e ampliar a adesão entre os colegas para viabilizar a candidatura.
Na leitura política desse cenário, uma vitória de Maria fortaleceria a posição de Débora nas negociações. A combinação entre votação expressiva, identidade partidária e participação na campanha permitiria à parlamentar reivindicar protagonismo na organização de uma eventual base governista.
Esse caminho, entretanto, ainda depende da eleição estadual e da construção de apoio dentro da Assembleia. A presidência é escolhida pelos deputados, conforme as regras da eleição da Mesa Diretora; o respaldo de uma governadora teria peso político, mas não substituiria a votação parlamentar.
Assim, Débora aparece como um nome com potencial para disputar o comando da Aleam caso Maria do Carmo vença. Transformar essa possibilidade em resultado exigirá converter a proximidade com a candidata em capacidade de diálogo e votos entre os integrantes da próxima legislatura.










